Arquivo da Categoria “The L Word”
Por Livia Maia
Desculpem pelo atraso nos posts. Fim de período na pós-graduação, já viram… Em virtude das “más novas”, resolvi dedicar este post pra comentar um pouquinho do fim da 4ª temporada de The L Word na Warner e os caminhos futuros da série. No próximo continuo falando das personagens, ok?
Bom, fim de temporada, vamos ver aonde chegamos (pra quem não viu a 5ª temporada, cuidado com os spoilers):
Tina gosta de Bette que namora Jodi. O triângulo continua por um tempo. Tina começa a perceber a burrice que fez e isso só pode dar merda no futuro né? Até agora, a relação TiBette, como os fãs dizem por aí, tem sido regada de idas e vindas. Convenhamos que uma relação de mais 10 anos tem lá seus altos e baixos, mas em se tratando de duas mulheres… ai, ai! Bette tem uma personalidade muito forte e por muito tempo Tina ficou ancorada a ela. Tina se apagava para ser o casal feliz que todos achavam que eram. A personagem de Tina cresceu e daqui pra frente, por mais que o amor das duas seja grande, forte e insuperável, Tina não vai ser mais aquela loirinha meiga e agradável que a Bette leva pros coquetéis de trabalho. Jodi entrou na história de gaiato e assim mesmo está fadado o seu futuro. Mas sua personalidade é ainda mais forte do que de Bette e seu temperamento, pfffff… É claro que não ia durar por muito tempo. (more…)
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Escrito por Lívia Maia, do Efeito e Película
Mais sobre as personagens. Analisá-las. Destrinchá-las. Não foi difícil saber por quem começar. Claro que tinha de ser pela Alice. Ela não é a minha preferida, ou talvez seja, mas enquanto construção de personagem é a mais interessante, sem dúvidas. No começo, ela parecia uma deslumbrada e acabou, depois de 5 anos, como uma personagem complexa (não achei outra palavra para descrevê-la), com as mais esdrúxulas histórias a contar.
A jornalista do LA Magazine, que fala demais e tem fissura pela vida sexual alheia, criou o Ourchart, que hoje existe de verdade. É uma espécie de Orkut, mas traça uma rede de conexões a partir da temática: quem dormiu com quem? No centro do Sistema Estelar, está, claro, Shane MacCutcheon (Katherine Moenning), por ser a Samantha Jones versão lésbica. Aliás, as semelhanças de The L World e Sex And The City não páram por aí, mas este pano vai ser assunto de outra manga. O Ourchart, assim como a série, cresceu e se modificou. Hoje é um verdadeiro portal, com podcasts, entrevistas, um carro chefe para a militância da personagem. Ela não tem medo de dizer o que pensa, onde for, pra quem for, de que forma for. E foi assim que conseguiu livrar a sua namorada Tasha Williams (Rose Rollins) do crivo do exército. Também dá pano pra manga… (more…)
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Pessoal, a partir de hoje a jornalista Lívia Maia vai contribuir com alguns textos sobre The L Word aqui no blog. Apreciem e dêem as boas-vindas à mais nova integrante da família Na TV!
Por Lívia Maia, do Efeito Película
Bom, começo hoje a compartilhar minhas impressões a respeito da série The L World. Um grupo de patricinhas de West Hollywood, na casa dos 30, seus amores e desventuras. Com um detalhe: são lésbicas. Uma série inovadora, com temática completamente controversa (para os corredores conservadores da Warner) e muitas cenas de sexo. Muitas!
Mas o bebê cresceu e amadureceu. A Warner/Showtime norte-americana acabou de transmitir o último capítulo da Quinta Temporada, com finais surpreendentes e inesperados. As personagens, que no começo não pareciam se importar com mais nada além da sua patética e infame vida amorosa, ganharam carga emocional numa mistura de diálogos interessantes e uma direção fabulosa. (more…)
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I’ll be there for you… Hoje, 20 de julho, é o dia internacional do amigo. A data provavelmente foi inventada por alguma fábrica de cartões, mas o lado comercial não pegou. É dia de mandar um torpedo, um scrap, um e-mail, qualquer coisa para lembrar aos nossos amigos do coração o quanto eles são especiais para nós. E é dia também de mais um top 10 mais do que especial, lembrando as amizades mais bonitas da telinha! (more…)
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Quando a Warner anunciou a terceira temporada de The L Word dentro da sua programação MID (Momentos Intensamentes Dramáticos), eu me perguntei aqui no blog em qual horário a série seria exibida. Porque vamos combinar, esconder uma série boa como essa nas madrugadas de sábado para domingo era uma tremenda injustiça.
Eis que em um momento de lucidez surpreendente (se tratando de canais de séries, nunca se espera decisões sábias), a Warner decidiu exibir a série das lésbicas mais cool do universo ás segundas-feiras, 23 horas. Perfeito, as crianças já estão dormindo e os adultos estão todos em casa (exceto os jornalistas, coitados).
Confesso que deixei de acompanhar a série lá na primeira temporada, mas foi apenas por uma questão de tempo. O drama é adulto, pungente, bem escrito. As interpretações são marcantes. E a trama ajuda a quebrar preconceitos: uma mulher pode ser bonita, bem sucedida e ter uma opção sexual diferente da nossa, porque não? Este blog promete que vai ficar em dia com a série e comentar aqui, ok?
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A Warner está anunciando sua programação MID (momentos intensamentos dramáticos, é isso?) com estardalhaço. Muita propaganda para anunciar Studio 60, Nightmares and Dreamscapes e a terceira temporada de The L Word. Até aí tudo bem, mas será que eles estão fazendo todo esse barulho para exibir a série das lésbicas no sábado ou domingo de madrugada? No site da Warner, o horário publicado é 1 hora da manhã de domingo! Claro que o tema é controverso. Claro que muita gente não aceita estilos de vida diferente dos seus. A série é pesada, mas não mais do que um episódio de 24 Horas, repleto de violência. Acima de tudo, The L Word é sobre pessoas que têm sonhos, amores e decepções. Por que relegá-la a um horário em que ninguém assiste? Será que não dá audiência? Se o homossexualismo já é retratado com naturalidade até na novela das oito, qual o problema? Várias séries já mostraram homossexuais, mas parece que as pessoas preferem ver o estereótipo da bicha alegre do que pessoas bem resolvidas com a sua sexualidade. Isso tem cheiro de hipocrisia!
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