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Arquivo da Categoria “My name is Earl”


Perderam a chance de incrementar a mitologia da série, se é que ela tem mitologia. A lenda do porco gigante era uma ótima história para criar situações em vários episódios e ter uma resolução apenas no final da temporada, ou até mesmo da série. Mas isso pode ser só eu querendo que tudo o que passa na televisão seja igual a Lost. Os roteiristas de My name is Earl parecem não ter um pingo de amor à continuidade entre episódios e isso deve estar certo de alguma forma.

Pensei que o porco pré-histórico nem mostraria o focinho, mas esqueci que os roteiristas desprezam a continuidade, mas adoram o bizarro. O porco não só apareceu como também foi explodido no fim.

E que susto eu tomei com a explosão do motor home! Desde que me mudei de cidade tenho visto as séries no computador, coisa que eu detesto, mas isso me obriga a ficar perto da tela e com fones de ouvido. Isso faz a maior diferença, pelo menos na hora do susto! A historinha do velho e a orelha foi legal, mas o que me pegou mesmo foi o porco.

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A ligação entre uma banheira velha e o instinto materno da Joy foi o dedão infectado com a bactéria comedora de carne. Numa sucessão de eventos que só acontecem nessa série, a frase absurda acaba fazendo todo o sentido. A Joy pode ser o terror do playground, mas ninguém pode acusar a desbocada de não amar seus filhos.

Earl foi fazer um agrado pra ex-mulher e, de lambuja, riscar mais um item da lista. Como tudo o que envolve a Joy, não foi tão fácil assim. A banheira do mendigo estava infectada com a bactéria e o dedão da Joy ficou maior do que o beiço do Earl naquele episódio das abelhas.

Darnell com nojo foi ótimo. Só que é impossível manter uma mulher como ela presa numa bolha de plástico. Também gostei do sobrenome da chinesa e do amigo imaginário do Randy com problemas de alcoolismo e divórcio.

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A série estreou a temporada com dois episódios distintos, no lugar de um duplo. Queima de munição à toa. Não era melhor guardar para um momento de hiato? Mas vamos lá.

4×01 – Filme trash
Seth Green é o cara. Envolve-se em vários projetos bacanas, parece conhecer todo mundo do meio artístico e faz participações em seriados que vão de Grey’s Anatomy a My name is Earl. Convidado para abrir a quarta temporada, ele foi o diretor e o astro principal de um filme trash em Camden. Claro que isso serviu de pretexto pra reunir novamento o elenco de coadjuvantes.

Não vou dizer que estava com saudades porque esse foi o quarto episódio seguido da série que eu vejo e já matei a saudade no início dessa minha maratona. Mas é sempre bom ver que o elenco continua afiado e ainda temos várias histórias malucas que podem ser contadas com esse esquema da lista do Earl. Não há limites para o que pode ser feito, ainda mais numa série surreal como essa. (more…)

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Eu não fiz o dever de casa e larguei o blog sem os comentários dos últimos três episódios de My name is Earl. Desculpem, é que a temporada passada ainda não terminou aqui em casa e estou vendo tudo beeeem devagar. Aproveitando que a série está de volta, vou passar rápido pelos comentários que faltaram, para me situar na nova temporada e refrescar a memória de quem já viu.

Love OctagonEm “Love Octagon”, o carma deu uma bela volta antes de reunir Earl e Billie. Mas foi até rápido porque, ao final de vinte minutos de episódio, os dois conseguiram driblar o ex-namorado Frank e sua coleira elétrica, Catalina tentando virar lésbica e o maníaco que atropelou Billie e estava forçando um relacionamento com ela. Também descobrimos que o site preferido do Kenny chama-se DILF. E rapidamente o Earl se casou, pela terceira vez com uma mulher que ele mal conhece. Mas não sei não. Casamento antes do fim da temporada não me parece um bom sinal. Será que o carma abençoa?

Girl EarlNo começo de “Girl Earl” parecia que a idéia era fazer de Billie uma versão feminina do cara. Não gostei muito disso e do fato dela também ter uma lista. O legal é que isso foi só pra mostrar como os dois são diferentes. A falta de empenho dela com a lista deixou Earl com raiva, além de outros hábitos irritantes da mulher. Pra salvar o episódio, Earl se meteu em uma competição muito engraçada de empacotamento. Participação especial e mais um papel abobado de Jon Heder. Destaque total para a miss saco na cabeça, desfilando entre um round e outro. No fim, Billie percebeu o quanto a lista e o carma são importantes pro Earl, mas veio com um papo esquisito dele ter que raspar o bigode. Meu protesto fica para o Randy e a Joy, que estão muito apagados nesses episódios.

The CamdenitesLogo meu protesto foi ouvido. O final da terceira temporada foi ótimo, todos os personagens tiveram bons momentos. “The Camdenites” mostrou que um dos itens da lista era que Earl seduziu sete virgens da comunidade Amish, numa cena hilária. O episódio teve muita coisa boa, entre citações e paródia de seriados policiais, aparição de personagens queridos e terror e suspense com a mulher do Earl, agora transformada em Billie, the bitch, a desfazedora de lista. Quando ela jurou perseguir Earl, achei genial terem criado uma antagonista para a série. Pena que depois tudo se resolveu e vamos começar a próxima temporada zerados. Destaque para a ótima trilha sonora do episódio.

E voltamos amanhã com a nova temporada!

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O sistema de saúde praticamente expulsou Earl do hospital, oferecendo um pouco de paintball para o Randy. Ótima idéia de colocar o Earl na rua, fazendo coisas sem saber enquanto sua mente em coma vagava por mais um episódio de The Hickeys. Gostei muito do seriado dessa vez, principalmente por causa da participação do Randy.

A cadeira de rodas motorizada com adaptações para o cafetão deu um show. Estava muito engraçado Earl inerte naquela cadeira soltando bolhas. As piadinhas com deficientes físicos mais uma vez ultrapassaram o limite do incorreto e me fizeram lembrar de um episódio da série inglesa The IT Crowd, onde um personagem fingia ser deficiente. (more…)

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Earl continua em coma e Randy e Joy assumiram a lista. Quando ele acordar, vai ter menos trabalho pela frente. Ou não. Foi legal tirarem The Hickeys do ar. Podia alegrar o coma do Earl, não o meu dia. A produção também não gostou ou então resolveram dar um tempo para não esgotar o recurso. Conhecemos mais sobre os pais de Earl na hilária passagem por Woodstock. Ainda ouvimos a sábia recomendação de não aceitar comida dos hippies, com a qual eu concordo totalmente.

Tem gente que basta falar a palavra maconha para começar a gargalhar, mas não é bem assim. Comédia com gente chapada pode ser muito legal se o roteiro for bom. Não basta nuvem de fumaça e caras abobadas. Na parte Weeds do episódio o que salvou foi a mãe do Earl e a relação filosófica com seu cabelo. Andando pela rua, vemos várias pessoas com o mesmo problema de compreensão capilar, sem falar nas celebridades.

A surpresa ficou por conta do pai deles, logo depois do discurso Jack Bauer. Não fez feio para nenhuma série policial. Botou moral sem ter que aspirar nem um pouco de fumaça. E ainda foi responsável pelo momento ternura do final do episódio.

Foi legal, mas My name is Earl pode apresentar episódios bem mais inspirados do que este.

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Eu nunca me perguntei como seria um episódio de CSI protagonizado pelo pessoal de My name is Earl. Isso nem deve ter passado pela cabeça enlouquecida de ninguém. Os roteiristas da série é que gostam muito de inventar moda e fizeram um episódio de investigação e mistério. Com reviravoltas e as particularidades de sempre.

É o máximo a capacidade deles de reinventar o lance da lista e de sempre ficar mudando a narrativa das formas mais loucas. My name is Earl é uma das séries que mais mexe no jeito como a história é contada. Isso é muito legal e sempre renova meu interesse. Tudo bem que “The Hickeys” não têm muita graça e parece que eles vão existir por um tempo, mas não dá para negar que é um tempero para o episódio. Mais discretos, com menos tempo, não chegaram a incomodar.

A reconstituição do crime nem precisava ser truncada. Se tivessem mostrado um flashback todo linear, já seria bizarro o suficiente. Roubo de moto da galera do American Chopper, fantasia de frango, o carrinho e o aviãozinho, o varal das calcinhas. De que mente doentia saem essas coisas, meu Deus? Earl ainda deu uma morridinha e ressuscitou em seguida, numa cena que precisou de pausa e um gole d’água para a recuperação aqui em casa.

Randy mais uma vez botou o episódio no bolso. Ethan Suplee é genial. Não dá para acreditar que é um ator, que ele está fingindo. Podem rir de mim, mas confesso que às vezes até fico emocionado com a pureza do Randy. Assim como fiquei sem fôlego quando o personagem se atira do alto do trailer para dar a barrigada mais dolorida da história das séries de TV.

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