Arquivo da Categoria “My name is Earl”


Por Luciano Messora

O sistema de saúde praticamente expulsou Earl do hospital, oferecendo um pouco de paintball para o Randy. Ótima idéia de colocar o Earl na rua, fazendo coisas sem saber enquanto sua mente em coma vagava por mais um episódio de The Hickeys. Gostei muito do seriado dessa vez, principalmente por causa da participação do Randy.

A cadeira de rodas motorizada com adaptações para o cafetão deu um show. Estava muito engraçado Earl inerte naquela cadeira soltando bolhas. As piadinhas com deficientes físicos mais uma vez ultrapassaram o limite do incorreto e me fizeram lembrar de um episódio da série inglesa The IT Crowd, onde um personagem fingia ser deficiente. (more…)

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Por Luciano Messora

Earl continua em coma e Randy e Joy assumiram a lista. Quando ele acordar, vai ter menos trabalho pela frente. Ou não. Foi legal tirarem The Hickeys do ar. Podia alegrar o coma do Earl, não o meu dia. A produção também não gostou ou então resolveram dar um tempo para não esgotar o recurso. Conhecemos mais sobre os pais de Earl na hilária passagem por Woodstock. Ainda ouvimos a sábia recomendação de não aceitar comida dos hippies, com a qual eu concordo totalmente.

Tem gente que basta falar a palavra maconha para começar a gargalhar, mas não é bem assim. Comédia com gente chapada pode ser muito legal se o roteiro for bom. Não basta nuvem de fumaça e caras abobadas. Na parte Weeds do episódio o que salvou foi a mãe do Earl e a relação filosófica com seu cabelo. Andando pela rua, vemos várias pessoas com o mesmo problema de compreensão capilar, sem falar nas celebridades.

A surpresa ficou por conta do pai deles, logo depois do discurso Jack Bauer. Não fez feio para nenhuma série policial. Botou moral sem ter que aspirar nem um pouco de fumaça. E ainda foi responsável pelo momento ternura do final do episódio.

Foi legal, mas My name is Earl pode apresentar episódios bem mais inspirados do que este.

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Por Luciano Messora

Eu nunca me perguntei como seria um episódio de CSI protagonizado pelo pessoal de My name is Earl. Isso nem deve ter passado pela cabeça enlouquecida de ninguém. Os roteiristas da série é que gostam muito de inventar moda e fizeram um episódio de investigação e mistério. Com reviravoltas e as particularidades de sempre.

É o máximo a capacidade deles de reinventar o lance da lista e de sempre ficar mudando a narrativa das formas mais loucas. My name is Earl é uma das séries que mais mexe no jeito como a história é contada. Isso é muito legal e sempre renova meu interesse. Tudo bem que “The Hickeys” não têm muita graça e parece que eles vão existir por um tempo, mas não dá para negar que é um tempero para o episódio. Mais discretos, com menos tempo, não chegaram a incomodar.

A reconstituição do crime nem precisava ser truncada. Se tivessem mostrado um flashback todo linear, já seria bizarro o suficiente. Roubo de moto da galera do American Chopper, fantasia de frango, o carrinho e o aviãozinho, o varal das calcinhas. De que mente doentia saem essas coisas, meu Deus? Earl ainda deu uma morridinha e ressuscitou em seguida, numa cena que precisou de pausa e um gole d’água para a recuperação aqui em casa.

Randy mais uma vez botou o episódio no bolso. Ethan Suplee é genial. Não dá para acreditar que é um ator, que ele está fingindo. Podem rir de mim, mas confesso que às vezes até fico emocionado com a pureza do Randy. Assim como fiquei sem fôlego quando o personagem se atira do alto do trailer para dar a barrigada mais dolorida da história das séries de TV. 

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Por Luciano Messora

Precisou da ajuda do dedo mindinho de Deus para que o Earl não fosse na direção da luz branca. Nem poderia. Renovado para mais uma temporada, o carma vai precisar dele e de uma certa lista pra colocar as coisas de volta no lugar.

Esse foi o terceiro episódio duplo da temporada e os roteiristas estão mandando bem com o formato. Numa série feita da sucessão de piadas, isso significa trabalho em dobro e é fácil deixar o episódio aborrecido com muitas piadas sem-graça. Notei que a primeira metade foi muito melhor que o final, mas dou um ótimo para o pacote. Parecia início de temporada e, de certa forma, foi mesmo.

Palmas para a seqüência inicial, excelente. Deve ser muito bom escrever numa série onde você pode colocar um cara em coma grudado na frente de um caminhão e deixar a motorista se divertir com o corpo depois. Também gostei dos médicos fazendo o feirão dos órgãos e o menino milagreiro foi genial. O que poderia ter sido mais engraçado foi a sitcom. A idéia era boa, mas a “vida real” acabou ficando bem mais engraçada.

Quando eu li as notícias colocando Paris Hilton e My name is Earl no mesmo horário e canal, não consegui escolher apenas uma piada para zoar com a patricinha. Sério, são piadas até demais e eles não usaram nenhuma. Nenhuma, que decepção. A participação dela só serviu para comprovar seu poder mutante de fazer a mesma cara de bunda em qualquer situação. Pronto, Paris, pode voltar para o ramo da corrupção de estrelas adolescentes.

Mas, se fosse 30 Rock, você não escapava.

 

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Por Luciano Messora

A NBC fez a tarefa de casa direitinho. Não sei se a greve dos roteiristas tem culpa, mas o último episódio pronto de My name is Earl ficou ótimo como season finale. Com direito a gancho no fim e o retorno de Ralph e Billie, que pode se tornar a nova namorada de Earl. Além disso, foi um episódio de Natal também. Se a temporada terminar aqui, pára num bom momento.

Se eu pudesse dar um conselho ao Earl, seria para que ele não duvide nunca do poder do carma. O meio da terceira temporada não é uma boa hora para começar a duvidar dessa lei impiedosa. Como vimos no fim do episódio, o carma cobrou seu preço, mas também atendeu ao pedido de Earl, que se apaixonou por Billie desde que ela apareceu na prisão. Essa temporada começou na cadeia e a próxima deve começar no hospital, depois do acidente com os dois.

Foi uma das melhores participações do Ralph, dando o golpe na velhinha. Outra cena sem noção foi quando eles invadem o trailer da Joy para a festinha particular e têm a sensacional idéia de virar o trailer que mais parece um contêiner. Assim mesmo, só para zoar. Ainda teve o arremesso da faca, a intervenção e o Randy cantando Noite Feliz no carro. Agora é esperar para descobrir se o Earl vai recuperar a lista ou vai escrever uma nova. Desafiar o carma é que não dá.

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Por Luciano Messora

Temos que apelar quando jogam sujo com a gente. Ser bonzinho é muito legal, só que ninguém respeita os bonzinhos. Olho por olho, dente por dente? Com o Earl foi assim. A ira dele quase pôs tudo a perder, mas ninguém contava com o passado do diretor, ainda mais bizarro do que o presente.

Earl apelou e resolveu fazer o seu personal prison break. Hilários os métodos de fuga que já haviam falhado. Também não precisava ser nenhum Michael Scofield para escapar daquela prisão de segurança ínfima, o que foi excelente para os nossos fugitivos. Inteligência não é o forte deles. Mesmo assim, não dispensaram o mapa do prédio tatuado nas costas do Earl com canetinha.

Se ele, Frank, Paco e até o Randy são fugitivos de primeira viagem, não podemos dizer o mesmo do Darnell. Mais uma vez, o cara pôde demonstrar toda a sua capacidade e a incrível técnica usada para pôr os adversários e a Joy para dormir. Eu peço de novo: flashback do Darnell já!

Ri demais com a cantoria na missa, Earl ficando louco na solitária e o flashback do diretor como ator pornô. Foi esse passado vergonhoso que salvou Earl de passar mais tempo preso. Culpa do carma e do teto extremamente frágil da prisão. Falando em carma, será que o Earl vai voltar para a lista agora que está livre ou essa temporada enjaulado deixou alguma marca mais profunda no nosso anti-herói? Ainda teremos mais um episódio para descobrir.

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Por Luciano Messora

Esse episódio começou bem devagar. As piadas não funcionavam e o Randy passou longe dos seus melhores dias. Mas um baile de formatura na cadeia resolveu o problema em poucos minutos. Bastou chamar as delicadas garotas de outro presídio para fazer par com os caras e a Joy torrar as últimas economias do Earl em uma decoração temática do fundo do mar.

Pensei realmente que o próximo episódio seria a despedida da cadeia para o Earl, mas a última cena mostra que a temporada toda (ou o que a greve dos roteiristas permitir) será encarcerada. Não faz muita diferença, já que o nível até aqui tem sido bom e constante. Além disso, é legal quando podemos chamar a temporada  de uma série pelo tema. Essa vai ser lembrada como a temporada da cadeia.

Mesmo melhorando bastante, o episódio não foi dos mais engraçados. Porém, teve uma cena que eu achei muito boa, a do incêndio na cela. Earl ficou puto com o John depois de gastar todo o seu dinheiro com a festa e o cara não colaborar com o prometido. Tacou fogo na cela e ainda bateu nele. Achei ótimo mostrarem o lado mau do Earl e será melhor ainda se esse lado voltar a se manifestar quando ele descobrir o que o diretor da prisão fez.

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Por Luciano Messora

O episódio abriu com um inédito “previously”, destacando toda a tensão e dramaticidade dessa série. Afinal, uma disputa entre irmãos, uma mulher em trabalho de parto e um prisioneiro em fuga são elementos encontrados em séries dramáticas das mais empolgantes. Mas não demorou para que o pastelão tomasse o lugar do thriller.

Randy tem sempre as melhores situações e piadas. A série depende muito da sua inocência e da cara de idiota do ator. Se, na história, Randy é completamente dependente do irmão, grande parte da graça de My name is Earl está no personagem. As cenas nas quais ele chora no carro ou quando fica com medo do ataque dos gansos são muito boas.

O episódio melhora quando o cerco no trailer se transforma numa bizarra situação com reféns. Acho ótimo o cinismo e mau humor da Joy, mesmo quando tem uma arma apontada na cabeça. O destaque vai todo para o Darnell tendo contrações. A fúria assassina do Ray Ray quando pega a arma também foi legal. Sorte que o Frank deixou a arma descarregada.

No final, o saldo foi positivo. Catalina aprendeu umas brincadeiras, Joy ficou livre da barriga e o fugitivo foi capturado graças ao cachorro. Randy mostrou que a sua idéia não foi tão ruim. Resta saber o que saiu do ventre do Darnell.

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