Arquivo da Categoria “Californication”
Já falei que estou adorando Californication? Pois é. Reclamei da doçura, da meiguice, do carinho do Hank. Tinha me apegado ao velho Hank, aquele dos primeiros episódios, com cara de sujo e vida desregrada. Mas hoje conversando com uma amiga, mencionei isto e ela me disse: "Mas o legal mesmo é essa dualidade do personagem. Faz dele humano. Se fosse só sexo, drogas e rock n' roll seria caricato demais". É isso! A colocação dela foi simplesmente perfeita e resume o meu sentimento pela série. Eu gostava e não sabia direito porquê.
O sexto episódio "Absinthe Makes the Heart Grow Fonder" teve sexo, drogas e rock n' roll. Hank conheceu uma menina no mercado e foram para a casa dele se chapar, ouviram uma versão de Paranoid e transaram. No dia seguinte, a moça sem nome tinha levado a guitarra e os vinis de Hank, além de uma camiseta "Keith Richards para presidente". Cool! Isso que dá levar qualquer uma para casa (viram meninos leitores?). Depois Hank foi assistir a apresentação de Becca e chorou. Aí eu entendi bem, afinal qualquer apresentação do meu filho me faz chorar também, por pior que seja. E eu sempre me acho ridícula, e eu sempre finjo que caiu alguma coisa no meu olho, como ele.
Mas o mais importante foi que depois de cair em uma armadilha de Mia e defendê-la do monstruoso professor de inglês do episódio anterior, Hank passou em casa para dar um beijo na filha e acabou beijando Karen, a amada ex-esposa. Depois do beijo, ele caiu na piscina (pensou o quê? O beijo tinha que ter um final apoteótico, ora bolas!) e acabou dormindo por lá mesmo. A cena do café da manhã no dia seguinte foi muito bacana, eles quase pareciam uma família. E eu já estou quase torcendo que se tornem uma família mesmo. No final, a moça sem nome volta para devolver a guitarra e os lp's de Hank e a saga recomeça. Afinal, o velho Hank Moody não está morto. Mas ei, onde foi parar a camiseta do Keith Richards?
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Juro que quando vi a primeira cena do quinto episódio de Californication, “LOL”, dei um suspiro aliviada. Hank estava novamente na igreja, mas de repente me dei conta que ele estava sonhando de novo. Ele acordou do lado da namorada, e toda a ternura estava de volta. Não seria um episódio sujo como o piloto, e desconfio que nunca mais veremos aquele Hank decrépito novamente. Mais uma vez ele passou o episódio inteiro dando lição de moral: acusou o professor que transa com as alunas, acusou a internet de estar acabando com a língua (e veja bem, eu concordo inteiramente com ele neste ponto) e SOFREU quando a ruiva terminou o relacionamento com ele.
Além disso, ele foi novamente muito meigo com a filha Becca, que sofre com o primeiro amor. E deu um baita beijo no pé da ex! Aliás, que relação civilizada entre aqueles dois, hein? Nunca vi coisa parecida, e aposto um sacolé que esses dois acabam juntos antes do final da série. Mas que graça teria?
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Vocês lembram daquele piloto de Californication que vazou há um tempo atrás? Hank, o personagem de David Duchovny, era desprezível. Adorável, mas ainda assim desprezível. E em um espaço de apenas quatro episódios, o personagem mudou completamente. O Hank do quarto episódio “Fear and Loathing at the Fundraiser” não lembra em nada aquele viciado em sexo e drogado lá do começo da série. A série perdeu seu maior atrativo. Mas continua boa, vá lá.
Neste episódio, ele é convencido por sua namorada a ir em um evento de caridade e se comporta praticamente como um cavalheiro. Se presta a fazer ciúmes para o ex dela, e nem bate nele quando provocado. Ah, mas ele bate no cara que desrespeita a sua ex (e ela gostou). Deu lição de moral no amigo que está tendo um caso com a secretária. Cuidou com carinho da namorada bêbada. Além disso, deu um IPhone para a filha e teve um momento muito cute-cute com ela no telefone. Acho que mudaram até a maquiagem do Duchovny, pois ele não está mais com aquela cara de sujo dos episódios anteriores. Sugiro que mudem o nome da série para Californilove.
Ah! E na tal festa toca a música “Meu esquema” do Mundo Livre SA por um bom tempo. Legal, né?
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Onde foi parar aquele Hank que come todo mundo, vomita em cima da cama, usa drogas, bebe e não tá nem aí para ninguém? O terceiro episódio de Californication “The Whore of Babylon” foi pura ternura. Não posso dizer que não gostei, mas eu prefiro o lado hardcore do personagem. Fato.
Ele começou o episódio pedindo desculpas para a ruiva que ele detonou no primeiro episódio, engatou um romance com a moça, roubou um cachorro para ela, tentou agarrar a ex, pagou um quadro para o atual quase-marido dela e continuou escrevendo no blog para dar um bom exemplo para a filha. Se não fosse por uma briga com o diretor da adaptação do seu livro que o mandou para a cadeia, Hank seria um cidadão exemplar. O papel de pervertido da série ficou para o seu agente (aquele careca que já foi marido da Charlotte em Sex and The City, Dave em Lost e roteirista mais ou menos em Studio 60). Mas eu nem vou contar o que acontece com ele. Vejam por si mesmos.
De qualquer maneira, o episódio foi ótimo. Como os dois anteriores, e como aposto que os próximos serão. Eu já falei que o David Duchovny está ótimo no papel? Bom, não custa repetir!
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- O segundo episódio de Californication é melhor ainda que o primeiro. Engraçado e sem vergonha, mas ainda assim com uma bela pitada daquela coisa piegas chamada sentimentos. Estou pensando seriamente em me mudar para Los Angeles, devido à animada vida sexual dos moradores da cidade. Impressionante, o cara pára em uma sinaleira e bam! Que inveja!
- Vi também o primeiro episódio de Saving Grace e achei simplesmente genial. Holly Hunter, vencedora de um Oscar e indicada para mais alguns está muito bem. Vou acompanhar, com certeza, e espero no futuro ter mais tempo para postar um comentário decente por aqui.
- Saíram os indicados para o Jerry, prêmio da Sociedade dos Blogs de Séries. Feito por gente que conhece e ama televisão, muito mais justo que os outros que vemos por aí. Confiram os indicados e me digam se a gente não arrasou!
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Confesso que não sou muito fã do David Duchovny. Já assisti a alguns filmes dele como “Feitiço do Coração”, “Evolução”, aquele que imita os Homens de Preto e o recente “Totalmente Apaixonados”, além de algumas participações em séries, inclusive em Sex and The City. A interpretação dele é sempre a mesma, meio boba e meio cínica (se é que essa combinação é possível). Mas ele está bem, muito bem, em Californication, a nova série do Showtime que - adivinhem - vazou na internet antes da estréia. (more…)
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