Arquivo da Categoria “30 Rock”


Sobra para todo mundo. 30 Rock não perdoa ninguém. Negros, brancos, judeus, solitários, gays, mulheres novas, quarentonas, mais velhas, inteligentes, burros, ricos, pobres, nerds, anti ou pró americanos, não importa. Se ainda não rolou, pode esperar porque vai chegar a hora de você ser motivo de piada em 30 Rock. Esse é o segredo da melhor comédia em cartaz na TV. Ela ri da nossa cara o tempo todo e o pior é que a gente ri junto.

Jack, Kenneth e Tracy se envolveram numa história sem-graça com um time mirim de baseball. As piadinhas sobre preconceito racial e a crítica ao Bush foram legais mas não empolgaram tanto quanto as situações que esse trio já viveu em episódios passados. Vamos dar um desconto para eles porque a história das gatonas, mulheres mais velhas que pegam homens mais novos, compensou.

O carinha do café se engraçou com Liz e ela teve que ouvir conselhos de Jack para ir em frente com o cara. E a gente sabe que o Jack não é assim um bom conselheiro. É claro que deu tudo errado e quando ela conheceu a mãe do garoto foi como se olhasse num espelho. Enquanto isso, Jenna pega um moleque de, sei lá, 12 anos! Sério, tem alguma química na água daquela emissora.

Mas o destaque do episódio ficou com o Frank, o mais esquisito da série e também o que usa os melhores bonés. Ao ver o cara do café, ele começa a questionar sua masculinidade e descobre que só é gay pelo Jamie. Isso rendeu as melhores situações como ele se esfregando no rapaz, o belíssimo quadro que ele pintou ou a discreta roupinha aí da foto. Tô te falando que é alguma coisa na água!

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Finalmente deram uma história mais interessante para a Liz. Ela sempre fica como se fosse uma ponte, fazendo a ligação e servindo de suporte para as loucuras dos outros personagens. Dessa vez, foi ela que deu vazão ao seu lado paranóico e ainda refletiu a paranóia que toma conta de toda a América (leia-se Estados Unidos). Não sei o que eu faria no lugar dela, mas tenho certeza de que tantos cartazes espalhados pela rua teriam, sim, me influenciado.

Depois de namorar Condoleeza Rice, o que rendeu cenas engraçadíssimas de indiscrições ao celular, Jack arrumou nova namorada problema. A badalada Edie Falco fez o papel da congressista com quem Jack se envolve, sem saber que estão em lados opostos do jogo de interesses políticos. Agora ela vai ter que optar pelo amor ou pelas surreais crianças alaranjadas. Os melhores momentos dela são quando beija e estapeia Alec Baldwin. Já o filme da vida da personagem me fez dar boas gargalhadas. Já valeu o episódio.

Enquanto Liz descobre se o seu vizinho é um terrorista ou um aspirante a participar do Amazing Race, Kenneth é testado mais uma vez. Todo seu amor pela camisa da NBC é posto à prova quando ele perde uma calça do Jack e tem que apanhar muito para juntar uma grana e comprar outra. A cena onde ele põe a máscara de macaco e é espancado pelo carinha foi excelente. Só mesmo um episódio de 30 Rock para misturar um terrorista falso, Kenneth vestido de macaco e pobres crianças alaranjadas.

OBS: Parece que as comédias da NBC vão dar um tempo essa semana e voltam no dia 29. Até lá.

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30 Rock exibiu seu episódio “verde” e agora a NBC demite funcionários e corta salários de atores pela metade por conta da greve dos roteiristas. Televisão é isso: o que importa é o que aparece na tela. Atrás dela, eles fazem o que têm que fazer. Mas o que realmente importa é que ganhamos mais um excelente episódio de 30 Rock.

Dê a um idiota uma fantasia e um punhado de causas e, cuidado, você criou um monstro. David Schwimmer fez ótima participação, mesmo que apoiada na memória afetiva do Ross de Friends. O mascote Greenzo aos poucos vai se tornando uma espécie de ditador do verde, extrapolando a sua função de fazer média com o público e atacando os próprios interesses da rede de TV. É praticamente um Gremlin descontrolado. E molhado.

O que você faria se o Kenneth te convidasse para uma festa? Liz Lemon que o diga. A partir de agora, se rolar o convite, devemos fazer o possível para ir, sob pena de perder a mais doida das festas, regada a socos, roubos de pia e as amigas da Cerie. Todos os flashbacks foram muito engraçados e a reunião pós-ressaca foi uma das cenas mais engraçadas de 30 Rock. Nem quero saber como o cabelo do Jack ficou daquele jeito e muito menos por que o Dotcom chorou.

Quando a gente pensou que já tinha visto tudo, surge ninguém menos que Al Gore. Jack passa uma cantada no cara para ele substituir o enlouquecido mascote, mas ele pertence ao verde agora. Escuta uma baleia chorando e parte para o alto e avante em seu salvamento. Devia mirar o exemplo do Greenzo. Causas nobres também produzem monstros. O planeta em chamas não poderia ser imagem mais perfeita.

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Nossa amiga Tina Fey agarrou seu cartaz e foi protestar a favor dos direitos dos roteiristas. Está mais do que certa. Não deve ser bom ver os outros faturando em cima do seu trabalho. Ela deveria dar umas dicas para a Liz Lemon de como ser bem sucedida na televisão. Nesse episódio, Liz teve uma apavorante visão do futuro e percebeu que vai ter que rebolar para escapar do destino.

Carrie Fisher, a princesa Lea, participou como uma roteirista de TV das antigas, ídolo da Liz. No tempo dela o humor tinha muito mais liberdade. Hoje tem que ser tudo preto no branco, muito chato. O legal é que 30 Rock consegue se desviar como ninguém dessa chatice politicamente correta e dar umas espetadas, mesmo quando disfarçadas de crítica.

Enquanto isso, no porão, rolava um inusitado clube da luta, envolvendo Jenna, Kenneth e uma criatura do subterrâneo, odiada por todos. Isso foi legal, mas nada supera a engraçadíssima cena com Jack, Tracy e a terapeuta. Foi fácil para o Jack descobrir que o Tracy tinha problemas não resolvidos com o pai (Você não é meu pai!). A idéia de fazer com que Jack fingisse ser o pai dele acabou dando um pouco certo demais. A própria terapeuta saiu traumatizada dessa terapia, que mais pareceu uma sessão de descarrego. Mais uma ótima cena para Alec Baldwin mostrar seu talento.

Sinto falta de um pouco de continuidade em 30 Rock. Isso sempre deixa as séries mais interessantes. Com a greve dos roteiristas e Tina Fey paralisada, não sabemos quando isso poderá acontecer. Mas o meu palpite é de que a greve não vai durar muito tempo. O prejuízo de hoje é muito maior do que o de 20 anos atrás. Se tudo der certo, Liz Lemon vai poder voltar para o estúdio.

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A greve de roteiristas ganhou uma adesão de peso: Liz Lemon, ou melhor, Tina Fey, pegou sua plaquinha e se juntou aos colegas roteiristas para reivindicar melhores salários (ou uma fatia do bolo das vendas de dvd e exibições na internet) para a categoria. A foto foi feita em frente ao Rockfeller Plaza, em Nova York. Sim, o popular 30 Rock!

Vamos torcer para que o pessoal entre em um acordo de uma vez: em meados de dezembro devem acabar os roteiros inéditos e seremos brindados com uma sucessão sem fim de reprises e reality shows. Além disso, séries como Lost e 24 Horas podem ter suas estréias adiadas em função da greve. Mas como tudo na vida tem um lado bom, a temporada atual de Heroes pode ter seu fim mais cedo…

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O último episódio de 30 Rock foi muito educativo. Aprendemos como baixar a auto-estima de uma mulher a níveis tão perigosos que as duas alternativas para a vítima são sexo ou comida. Se você tem o charme e o sex-appeal de um Tracy Jordan ou Kenneth, cuidado porque a comida pode não ser a primeira escolha da desesperada.

Jenna Maroney, quem diria, parece ter atingido o ápice da popularidade com a gordura que adquiriu. Foi escolhida para ser a garota-propaganda do perfume “enOrme”, uma essência para gordas. Está imperdível o comercial em preto e branco com aqueles véus e a ventania, além do sotaque e a voz sexy (enormeee). Assista ao comercial abaixo. Isso me lembrou do clip de Smelly Cat que a Phoebe gravou em Friends.

Tivemos a ilustre presença de Steve Buscemi, mas o ator não foi tão bem aproveitado. Alec Baldwin se destacou mais quando contracenou com ele, até mesmo pelo ridículo da história. Jack contratou o personagem de Buscemi, um detetive, para investigar a si próprio, antes que o fizessem os executivos da GE. E o pior fato descoberto por ele é que Jack tinha uma coleção de potes de biscoitos, coisa absurda para quem deseja a presidência.

Enquanto isso, Liz Lemon continua apagando incêndios naquela emissora que mais parece um hospício. Sempre muito boas as interações dela com os outros personagens, cheia de tiradas e ironia. Divertida a briga com a mulher do Tracy, que também foi uma boa adição para a história.

Agora veja como 30 Rock é surpreendente. Depois de educar e divertir, a série ainda consegue emocionar. Foi tocante a cena em que Jack descobre que Kenneth é a criatura perfeita para ser o novo dono de sua estimada coleção de potes. De um doido para o outro.

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Todos tiveram que lidar com seus problemas nesse episódio. Claro que a piada está garantida quando isso acontece. Mesmo quando apresenta um episódio médio, 30 Rock é sempre engraçada.

Jenna continua gorda, mas descobriu que isso pode ser legal. O desastre da patinação acabou se revertendo em camisetas e popularidade, que é tudo o que ela queria. Ainda bem que ela escapou do Dr. Spaceman porque ele tinha uma foto do Alf e de uma das gêmeas Olsen como seus pacientes. Ele indicou para Jenna a clínica onde as gêmeas foram separadas! Essas doideiras é que são o melhor de 30 Rock, como o bife que Liz devora e Jack nem vê ou o dente dela que cai do nada, no meio de uma conversa.

O destaque do episódio ficou com Jack e Kenneth. A disputa de Jack com Banks pela atenção do dono da empresa criou boas cenas, com cada um explorando o ponto fraco do outro. Kenneth também passou por maus pedaços ao ter a brilhante idéia de dar em cima da mulher do Tracy para fazer ciúmes. A cantada do Kenneth foi hilária e o melhor foi ver que ele não estava preparado para a envergadura da tarefa.

Agora, Jack já sabe que está no topo da lista, Liz resolveu tocar a vida pra frente, Jenna se conformou com a gordura e Tracy se entendeu com a mulher. Será que as coisas finalmente vão dar certo para esse pessoal? Esperamos que não.

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De vez em quando, a gente tem um desses sonhos esquisitos, como aquele de estar pelado em público enquanto todo mundo fica rindo. Em 30 Rock, sempre achei que a Liz Lemon fosse a única vestida no meio de um monte de pelados. Ao comprar um vestido de noiva logo após descobrir que o ex-namorado já arrumou outra mulher, Liz acaba de entrar para o time dos sem-roupa. Agora, todos estão oficialmente loucos. Como diria Jerry Seinfeld, o que aconteceu com essa emissora?

30 Rock nunca foi a comédia mais querida do público, mas a crítica A-M-A a série e Tina Fey e Alec Baldwin. O resultado foi o merecido Emmy de melhor comédia em 2007. Outras comédias são engraçadas, mas poucas são inteligentes como ela. Não se assuste se você descobrir um cérebro no recheio do pastelão. Foi de propósito. A NBC está de parabéns, pois se rendeu à metalinguagem e a uma inédita autocrítica ao criar, ao mesmo tempo, 30 Rock e Studio 60. São duas séries com o mesmíssimo tema e abordagens completamente diferentes que criticam a emissora e a própria televisão com muito bom humor. Mas será que os chefões da NBC entenderam a piada?

Não podemos criticar o surto de Lemon. Não quando todos são neuróticos, desde o cara da recepção, passando pela secretária, os roteiristas, as estrelas do show e o presidente do canal. Que idéia absurda e sensacional foi a de inserir Jerry Seinfeld digitalmente na programação!

Seinfeld é uma das minhas comédias preferidas, mas o Jerry é meio sem graça. O sucesso do programa estava na mente doentia de Larry David e nos outros excelentes personagens. Porém, carisma não tem explicação e independe do talento. Adorei vê-lo nesse início de temporada fazendo o que sabe fazer melhor: servir de pretexto para situações engraçadas e colaborar com o desempenho dos outros atores. Teve muita coisa boa. Os programas novos do Jack, Seinfeld vision, a peça da Jenna, Jenna gorda, Kenneth de mulherzinha do Tracy, Kenneth e Jerry no elevador. Tudo o que faz a crítica adorar esta série estava lá. Falta agora o público resolver saborear o pastel.

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A tv americana vive uma fase de ouro. São muitas séries geniais no ar, e o nível das produções está cada vez mais elevado. Semana passada ficamos sabendo que Anjelica Houston, talentosíssima e vencedora de um Oscar por “A Honra do Poderoso Prizzi” vai participar da nova temporada de Medium. Isso só prova o que os fãs das séries já estão sabendo há tempos: os seriados de tv se tornaram um espaço nobre para os atores brilharem, e muitos astros que andavam meio esquecidos por Hollywood estão optando pela tv para dar aquele “up” nas carreiras. Veja alguns atores e atrizes que brilharam na tela grande e hoje fazem sucesso na televisão:

Kiefer Sutherland –
Promissor astro adolescente nos anos 80, apareceu nos filmes “Conta Comigo” e “Os garotos perdidos”, grandes sucessos da época e clássicos da Sessão da Tarde até hoje. Nos anos 90, sua carreira caiu no ostracismo e só voltou aos holofotes quando encarnou o agente da CTU Jack Bauer na aclamada 24 Horas.

Charlie Sheen – É da mesma geração de Sutherland e esteve em filmes ainda mais cultuados, como “Wall Street” e “Platoon”. Ao longo dos anos descobriu que tinha talento para comédias e apareceu em pastelões como “Top Gang” e “Todo mundo em pânico II”. Mas se consagrou na tv em papéis em Spin City e Two and a Half Man, onde tem um dos maiores salários da televisão. (more…)

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Eis um seriado que não faz o devido sucesso, nem aqui e nem nos EUA.  Este final de temporada só confirma o que eu já achava: 30 Rock é bom demais, engraçado sem apelar pro pastelão. Teve momento máquina da verdade com Jack Dounaghy, teve Sean Hayes fazendo uma versão muito divertida de Louca Obsessão (aquele filme que rendeu o Oscar de melhor atriz a Kathy Bates, onde ela interpretava uma fã louca que mantinha seu escritor favorito como refém), teve boas piadas e teve momento ternurinha. No final das contas, tanto Jack quanto Liz terminaram a temporada sozinhos, o que nos leva a crer que eles nasceram um para o outro (quem é que não pensou isso a temporada inteira?). Mas a pergunta que fica é a seguinte: se eles vierem a ficar juntos, a série terá a mesma graça?

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