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Arquivo da Categoria “Alice”


Gossip Girl - Muitos classificaram este episódio como o pior da temporada até agora, mas eu não chegaria a este extremo. Além daquele clima de fashion week que eu adoro, também tivemos a humanização dos nossos adoráveis vilões, Blair and Chuck. Além das referências a dois de meus autores favoritos, Charles Bukowski e Truman Capote, e a ausência dos chatos Nate e Vanessa. Em “The Serena also Rises” (título este que também faz referência à obra de Hemingway), Blair é mais bitch do que nunca, puxando o tapete de Serena e Jenny, mas no geral se dá bem mal. A loira não vai mais aceitar os desmandos da amiga mimada. Jenny, por outro lado, se consagrou enquanto assistente de Eleanor, já que contornou todos os problemas que Blair criou. Chuck também resistiu à aproximação de Dan, mas acabou mostrando que é um solitário, e que sua falta de caráter nasceu de uma tentativa desesperada de chamar a atenção do pai. Foi um episódio sem reviravoltas surpreendentes, mas que nos ajudou a entender melhor os personagens.

Prison Break - Eu me arrisco a ser redundante ao dizer isso mas, puxa vida, que temporada maravilhosa essa quarta de Prison Break! “Blow out”, o sexto episódio, está sendo aclamado por aí como o melhor da história da série, e os elogios não são à toa. A série está redondinha: os planos da trupe de Scofield são cada vez mais audaciosos - e divertidos de acompanhar. Só que desta vez Mahone acabou preso, o que balançou o equilíbrio do grupo. Agora, antes de conseguir o quinto cartão (oh, o que será da série quando eles conseguirem os seis?), eles precisaram libertar o cara - de um tribunal! Além disso, tivemos a Gretchen (bem rechonchuda, aliás) escapando das garras da Companhia. Será mais uma aliada de Scofield? E aquela filha, hein? Acho que nada poderia me surpreender mais. E o capanga da Companhia me assusta mais a cada dia, sério.

How I Met Your Mother - Agora que How I Met Your Mother deixou um pouco de lado aquele “mimimi, eu amo a Robin”/ “mimimi, será que Stela é a mulher da minha vida” a série ficou muito mais engraçada. A trama de “The best burger in New York” foi simples: enquanto a empresa de Barney comprou um banco (e ele não pára de repetir slongans e jingles), Marshall fica deprimido enquanto é rejeitado em entrevistas de emprego. Taí o grande acerto: a trama foi focada nos personagens mais interessantes. E, para melhorar o astral de Marshall, todos foram atrás de um hamburguer mitológico que o cara comeu quando chegou a Nova York. Foi um episódio como aquele do carro, onde a trama central da série não andou muito, mas as risadas estão garantidas. Só fica um conselho: não assista de noite, porque eles passam o episódio mastigando, e no final você vai - com certeza - correr para a geladeira.

Alice - O segundo episódio de Alice foi ainda melhor que o primeiro, e estou AMANDO a série. Como a madrasta tenta meter a mão na herança, a moça resolve ficar um pouquinho mais na cidade. Ela já não está tão perdida (tanto que acha uma biboca no meio da noite), e até arranjou um bico como recepcionista. Mas o núcleo familiar é o forte da trama: a irmãzinha continua me emocionando profundamente, enquanto a tia está começando a se envolver em um romance lésbico, apresentado com uma sutileza surpreendente. Além disso, neste episódio finalmente pude ver a Guta Ruiz (irmã da nossa querida amiga blogueira Renata Ruiz, que contou uns detalhes da festa de lançamento da série) em ação e fiquei embasbacada com a beleza da moça.

Ugly Betty - Sim, Betty is back! Depois das férias, onde ela desencanou dos pretendentes e viajou bastante, a gordinha chegou na Mode para ter a péssima notícia: Wilhemina é a nova editora chefe e Daniel agora comanda outra publicação, cheia de babacas machistas e loiras burras (mais do que na Mode, acredite) na redação. O episódio fluiu de maneira excelente, apesar das excessivas subtramas: Betty quer conquistar sua independência (o que inclui um apartamento só seu), Daniel aprende o lado ruim de ser pai, Ignacio agora trabalha e tem como chefe a personagem bitch da Lindasy Lohan, Hilda está apaixonadíssima pelo professor casado de Justin, Willie quer dominar o resto do mundo, Alexis é manipulada… tudo isso sem faltar os momentos mico da Betty e Marc e Amanda fazendo piadinha. É bom tê-la de volta, Betty! Só estou com uma pulga atrás da orelha: de onde conheço o novo vizinho da Betty?

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Após quase uma semana de atraso, finalmente consegui assistir à brasileiríssima Alice, nova série da HBO. E posso dizer com segurança: toda a ansiedade gerada pela estréia e a pesada campanha de marketing fazem jus ao produto que foi exibido domingo na televisão. Dirigida por dois grandes nomes do cinema brasileiro, a série traz o melhor dos dois mundos: “Na toca do coelho”, o episódio de estréia, tem uma linguagem ágil e uma trama envolvente, que deixa aquela vontade de assistir ao próximo capítulo. Por outro lado, tem um visual deslumbrante e diálogos tipicamente cinematográficos, humanizados - como se aqueles personagens fossem reais. A direção de Alice faz São Paulo parecer realmente o país das maravilhas. E qual é o forasteiro que não se sente meio maravilhado, meio oprimido e meio perdido diante da magnitude da cidade?

Como nem tudo são flores, acho que o elenco deixou um pouco a desejar. Os atores - em sua maioria desconhecidos - obtiveram um resultado meio teatral em suas atuações. Só eu me incomodei com aquele grito da Andréa Horta em plena avenida Paulista? O grito saiu da boca, quando deveria ter saído da alma. Mas esse foi apenas o primeiro episódio, e se a série foi filmada em ordem cronológica o pessoal vai ter tempo de entrar na pele dos seus personagens. Por outro lado, me emocionei profundamente com Regina Braga e com a menina que faz a meio-irmã de Alice. Quando ela chorou no enterro do pai, eu chorei junto.

Quanto à trama, algumas pessoas se mostraram incomodadas com o comportamento de Alice, que caiu na balada e traiu o namorado logo após o enterro do pai. Eu já perdi o meu, e posso dizer que cada um tem a sua maneira de encarar a dor. Alice estava perdida (como assim, ela não sabia o endereço da tia? Isso sim, me incomodou), e deixou a vida lhe levar. Me parece que ela não tinha escolhas naquele momento, mas sim, ela sofreu com a partida daquela pessoa que lhe era próxima, mas distante. Enfim, eu poderia escrever um tratado, mas em resumo posso dizer que fiquei bem feliz com uma série de tamanha qualidade ser produzida aqui. Vou acompanhar os episódios, sem dúvidas, e me deliciar com as aventuras de Alice.

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