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Arquivo da Categoria “The West Wing”


Hoje, segundo final de semana do mês de agosto, comemoramos o Dia dos Pais. Dia de reunir a família em torno da mesa, fazer aquele agradinho no velho, dar presentes e tentar retribuir um pouquinho do carinho que nos foi dedicado durante toda a vida. No mundo das séries, muitos personagens também estariam comemorando o dia de hoje com sua prole. Já que não podemos paranenizar pessoalmente os nossos leitores que já são pais, e os pais de nossos leitores, vamos lembrar alguns tipos de pais que já passaram pela nossa telinha. É nossa singela forma de desejar a vocês um FELIZ DIA DOS PAIS!

Pai gatão - Christopher: O pai da Rory, de Gilmore Girls[bb], era puro charme. Meio ausente, ele passou as sete temporadas da série tentando se aproximar de Rory e reconquistar Lorelai. Se ele errou com Rory, compensou com Gigi, que foi abandonada pela mãe e criada por ele, sozinho. Era rico e divertido, e as amigas de Rory tinham toda a razão em suspirar pelo cara. Também não podemos deixar de mencionar o vovô Gilmore, que muitas vezes representou a figura paterna para a adolescente.

Pai chefe - Bill Adama: Não se engane com a cara de brabo. O comandante Bill Adama, de Battlestar Gallactica[bb], é sério e justo. Mas é do bem (pelo menos até onde eu vi da série). Contudo, entretanto, porém, vive batendo de frente com seu filho, o capitão Lee “Apolo” Adama. Eles discordam sobre política e estratégias militares, mas Adama não esconde o orgulho que sente pelo rebento. Ele também representa uma forte figura paterna para Starbuck, e às vezes é mais carinhoso com ela do que com o próprio filho.

Pai alegre - Jack: O homossexual assumidíssimo Jack, de Will & Grace[bb], descobre em determinado momento da trama que é pai de um adolescente. A princípio, claro, ele surta com a idéia, mas acaba se revelando um excelente pai. Mesmo sendo uma pessoa problemática, que muitas vezes pensa só nele (e é aí que mora a graça do personagem), Jack se mostra altruísta e preocupado com o filhote. Um amor de pai!

Pai de todos - Sandy Cohen: Já falei dele por aqui esta semana, mas não me ocorre uma figura mais paternal do que o Sandy Cohen, de The O.C[bb]. O cara é um pai presente e participa ativamente da vida de Seth. Mas, além disso, adota o problemático Ryan. E se envolve nos problemas de todo mundo, com o mesmo carinho e preocupação que dedica a seu próprio filho. Paizão.

Pai protetor - Mr. Bennet: Ele não mede esforços para proteger sua filha, a cheerleader Claire. Durante a primeira temporada de Heroes[bb], todos pensávamos que o Sr. Bennet era o grande vilão da história, mas depois descobrimos que ele simplesmente passa por cima de tudo e todos para garantir a segurança da filha adotiva. O outro filho, coitado, é até meio negligenciado, tamanho é o carinho do quatro olhos com a loirinha.

Pai do além - Christian Shepard: Nem morto Christian Shepard, de Lost[bb], descuida dos filhos Jack e Claire. Ele sempre aparece na ilha para dar uma instrução enigmática a seus filhos, que até pouco tempo atrás não sabiam que eram irmãos. Rola um remorso forte por aí: Christian se ressente por não ter sido um pai melhor, e Jack se ressente por não ter sido mais compreensivo com o pai. Um dos grandes mistérios que o final da quarta temporada nos deixou foi: o que Claire está fazendo com Christian na cabana de Jacob?

Pai bocó -  Sean McNamara: O cirurgião plástico de Nip/Tuck[bb] é pai, teoricamente, de três filhos. Digo teoricamente porque sua sociedade com Christian Troy inclui a mulher Julie, e parece que o sócio é pai de algumas das crianças (sorry, ainda não vi todas as temporadas). Em casa, ele tenta cantar de galo, mas não consegue o respeito de ninguém. É rígido e não dá muita abertura ao diálogo, o que faz com que todos mintam para ele.

Pai malvado - Dan Scott: O patriarca de One Tree Hill[bb] deu inúmeras provas de seu mau caráter durante as cinco temporadas da série. Mas essas maldades muitas vezes são feitas a favor dos filhos, e até para se aproximar deles. Ele chegou ao ponto de chantagear Lucas para que o “bastardo” morasse com ele. Na quinta temporada, ele tentou se redimir e fazer novamente parte da família, mas ninguém engoliu muito bem.

Pai bobão - Ross Geller: Imagina ser filho do Ross? Garantia de risadas ilimitadas. O nerd de Friends[bb] teve um filho logo na primeira temporada da série, que foi criado pela sua ex-mulher e a namorada. O pequeno Ben não aparecia muito na série, mas quando dava as caras era diversão garantida, como no clássico episódio do Holiday Armadillo. Depois Ross e Rachel tiveram a pequena Emma, que deu a ele a oportunidade de ser um pai mais presente e atuante.

Pai poderoso - Jed Bartlet: O presidente dos Estados Unidos se despia de toda a seriedade quando o assunto são as filhas, e aí podemos ver que, mesmo ocupando o cargo mais importante do mundo, Jed Bartlet, de The West Wing[bb], era lá no fundinho um homem normal. Preocupado, carinhoso, e presente. Um episódio inteiro foi dedicado a uma lavação de roupa suja com uma das filhas, e foi um dos melhores.

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Estava batendo um papo com o Vinícus Silva hoje no MSN e logo estávamos falando dos boxes de DVD, que - como quem acompanha o blog sabe - eu sou viciada e compro sempre. E mais uma vez a pergunta surgiu: por quê algumas séries não são lançadas em DVD? Por exemplo, Veronica Mars. A série não foi um fenômeno de audiência aqui no Brasil, mas isso se deve ao fato de ter sido exibida nas tardes de sábado, em um canal de filmes. Quem assiste no SBT adora, mas sofre com os desmandos do Patrão. Certamente venderia bastante, para os novos e velhos fãs, mas a Warner simplesmente não lançou por aqui. Será que tem intenção de fazer isso algum dia? Uma edição comemorativa de 25 anos do lançamento da série, talvez?

Outra série que o povo vive perguntando é Cold Case. Já perdi as contas de quantos e-mails já recebi de leitores querendo saber quando será lançada em DVD. Tentei descobrir, mas o site da Warner (suponho que sejam os detentores dos direitos da série), não tem nenhum formulário de contato. (more…)

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Sábado fiz um post comemorando o Dia Internacional da Mulher e esqueci de mencionar algumas personagens femininas marcantes, como a Nancy (Weeds), Patty Hewes (Damages), Nora Walker (Brothers & Sisters) e Sidney Bristow (Alias), que os leitores gentilmente recordaram. Mas tem uma que EU esqueci e não me perdôo: Claudia Jean, mais conhecida como C.J Cregg, a assessora de imprensa de The West Wing.

A personagem de Allison Janey é a única mulher com um cargo no alto escalão da administração Bartlet (pelo menos até meados da terceira temporada). É competente, divertida, amiga, racional. O texto do gênio Aaron Sorkin ajuda: ela sempre tem boas falas e representa um papel de destaque na trama. A cena (creio que da primeira temporada) onde ela canta "The Jekkyl" é impagável. Na terceira, ela interpretou "I'm Too Sexy" do Right Said Fred com maestria.

Mas o que me fez lembrar da C.J foi um episódio que assisti ontem, por coincidência, chamado "The Women of Qumar". Para renovar o contrato de uso de uma base militar, o governo americano faz um acordo com esse país fictício, onde os direitos das mulheres são constantemente violados. Em troca da base, os EUA têm que vender US$ 1,5 bilhão em armas para o Qumar. C.J não tem poder de veto, mas protesta silenciosamente nos corredores da Casa Branca. Ao defender seu ponto de vista para a Secretária de Segurança, C.J chora ao relatar o drama das mulheres daquele país. Não tinha episódio mais apropriado para assistir neste final de semana. Viva C.J!

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- Todo mundo odiou, eu adorei. Assisti ao piloto de Cashmere Mafia e achei a série bem promissora. Acho que o grande segredo é não compará-la com Sex and the City. Além das quatro amigas em Nova York, as tramas não têm NADA em comum. A série é divertida, adulta e traz situações plausíveis: a publicitária que disputa um emprego com o noivo, a executiva que não consegue achar uma babá, a mulher que descobre que o marido a trai depois de 15 anos e aquela que, depois de anos de relacionamentos mal-sucedidos, fica em dúvida a respeito das suas preferências sexuais. É infinitamente melhor que a semelhante Lipstick Jungle. E as protagonistas estão muito bem. Creio que deve se tornar um sucesso após o estranhamento inicial. Ah, e tem a Lucy Liu!

- October Road está muito divertida. A história da gordinha com o bonitão está rendendo. Way to go, Janet! A série é uma mistura bem dosada de drama com humor e está gostosa como nunca nessa segunda temporada. Começou mal e vai muito bem, obrigada. Acho que tenho um problema com inícios de temporadas, enfim… Quem nunca viu, aproveite que a primeira temporada só teve cinco episódios. Dá para alcançar rapidinho.

- Ugly Betty é outra que parece ter reencontrado o rumo. O episódio 11 da segunda temporada, "Zero Worship" foi comovente e politicamente correto ao criticar a magreza excessiva no mundo da moda. O 12º, "Odor in the court", resolveu a história da Claire Meade na prisão e teve uma Betty totalmente enlouquecida, porém extremamente divertida. E adoro quando os vilões Marc e Amanda fazem alguma boa ação. Teve até merchan para Grey's Anatomy (lembrando que um episódio anterior fez propaganda pesada para o filme da Katherine Heigl, 27 Dresses). (more…)

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Nós brasileiros não gostamos de política. Não fazemos a menor idéia de como as coisas funcionam nos bastidores do poder, e estamos satisfeitos com isso. Os nossos colegas americanos também. Por isso uma série mostrando o dia-a-dia da Casa Branca tinha tudo para não dar certo. Que graça teria ver as negociações por trás da aprovação de uma lei? O que tem de divertido nos conflitos entre Índia e Paquistão? Acompanhar o discurso do presidente é entretenimento? É sim, e dos bons, se tem uma mente brilhante como a de Aaron Sorkin por trás. 

The West Wing estreou em 1999 e foi uma das mais bem sucedidas séries da história: em sete temporadas arrecadou nada menos que 2 Globos de Ouro, 25 Emmys (sendo quatro de Melhor Série Dramática) e 54 outros prêmios. Atualmente é exibida na Warner e no SBT. Nem imagino o horário e nem as temporadas que estão no ar (o site de ambas as emissoras não têm essa informação). 

Confesso que achava a série chata. Via um ou outro episódio perdido e não entendia nada. Mas depois de ouvir muitos elogios, resolvi comprar o DVD da primeira temporada. Depois de assistir aos sete discos em questão de dias, mudei completamente de idéia. Cada cena é orquestrada com perfeição por Sorkin, a mente por trás da recente Studio 60 on the Sunset Strip. O estilo que nos conquistou na história dos bastidores do programa está lá: a câmera seguindo os personagens em planos-sequência através dos corredores, os diálogos rápidos e inteligentes, a iluminação meio escura para mostrar o que não está sob os holofotes.

Os personagens são cativantes. Não tem como não amar o presidente Jed Bartlet, mesmo que dê raiva perceber que o presidente dos Estados Unidos é realmente o comandante do mundo. Não tem como não querer fazer parte de uma equipe como aquela. Mesmo eu, que já trabalhei no gabinete de um vereador e não tenho boas lembranças, me encantei com a paixão com que as coisas funcionam por lá. Não tem como não parar uns minutos depois de cada episódio e refletir sobre os temas discutidos por lá. Racismo, armas, aborto, educação, imigrantes, saúde. O papo de The West Wing é sério sim, mas nunca pesado. 

Além disso, na primeira temporada, temos a participação da Lisa Edelstein (Dra. Cuddy de House) e de Jorja Fox (Sara, de CSI) como uma prostituta e como uma agente da CIA, respectivamente. Rob Lowe, que hoje vive um senador republicano em Brothers and Sisters, curiosamente era um assessor democrata na série. Bradley Witfhford, que já estava encantador em Studio 60, tem um personagem simplesmente adorável em The West Wing. Eu não ia falar que estou apaixonada por ele, mas o fato é que estou. Agora estou aqui, desesperada para que os boxes da segunda e da terceira temporadas cheguem logo. Já ouvi de fontes confiáveis que o season finale da segunda temporada é o episódio mais perfeito já produzido na televisão, e não duvido nem um pouco disso.

Então, fica a dica. Já que a maioria das séries não terão episódios inéditos por um bom tempo, que tal conhecer um clássico da TV? Garanto que vale a pena! 

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