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Não dá para ser impecável o tempo inteiro. O quarto episódio de Flashpoint, “Asking for Flowers”, pecou pelo excesso de surrealismo na ação na qual os agentes estiveram envolvidos. Ok, eu sei que a série é uma obra de ficção, mas nem no país mais desenvolvido do mundo uma equipe altamente treinada se envolveria em uma briga familiar ANTES DELA ACONTECER. Sim, no momento em que uma arma foi apontada os atiradores já estavam posicionados, o posto de controle já estava instalado no local, a esposa do cara já estava a caminho e um agente já estava na água para colocar a escuta no barco.

(insira aqui um daqueles rewinds de Flashpoint, vamos ao começo do texto}

O episódio tinha tudo para dar certo. Em uma época em que a lei Maria da Penha é amplamente discutida por aqui, sabemos que a violência doméstica é um mal que assola muitos lares mundo afora. Quando vemos que uma mulher vai buscar vingança contra o marido policial que espanca a sua irmã, esperamos um episódio que emocione. Que nos toque e nos faça torcer pela “vilã”.

Mas a solução simples que os roteiristas encontraram para inserir os agentes na cena do pretenso crime colocou tudo a perder: um colega do policial liga para o capitão da unidade, que por acaso está fazendo ronda (Viram autoridades brasileiras? Lá eles vão para a rua quando não têm nada para fazer) e resolve dar um confere na casa da esposa que apanha. Lá, a mulher não fala nada sobre a violência que sofreu, mas eles tem um “palpite” de que as coisas não vão bem. Como por milagre, descobrem que o homem e a cunhada estavam em um bar, e de lá foram para o barco. Na marina, o cara ainda tá achando que vai se dar bem com a cunhada, e a polícia já chegou. Como assim?

Tudo acontece muito rápido. Os diálogos, as situações, os conflitos interiores. É tudo muito superficial. Me fez perguntar: será essa a mesma série que desenvolveu de maneira brilhante aquela trama no hospital? A questão família, que parece sensibilizar a todos os agentes da unidade, foi mostrada de uma forma apressada no final do episódio, e o que poderia ser uma analogia interessante se tornou apenas uma cena bonitinha com uma música bacana. Nem o daddy Mars se mostrou competente, como em outras oportunidades. Eram tantas as possibilidades, que a produção teria sido muito mais feliz se tivesse dividido o episódio em dois. Espero que tenha sido apenas um tropeço, e que esta semana Flashpoint volte com mais um episódio arrebatador.

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4 Respostas para “Flashpoint 1×04: trama corrida estraga episódio promissor”
  1. Fábio Henriques diz:

    Pois é, essa de uma Special Unit Response ficar fazendo ronda é inverossímil demais. Não cola. E se a Unidade Especial cuida desse tipo de assunto, a polícia normal faz o quê? Tira gato de árvore?

    Me parece que alguém chegou com um roteiro bacaninha engavetado e achou que dava pra adaptar pra essa série e aí vem a forçação de barra pra colocar os caras naquele tempo e lugar.

    Mas tirando isso o roteiro é até interessante,inclusive com a virada final pra vilã virar mocinha. Como ponto positivo, vimos que Wordy sabe fazer mais do que ficar segurando uma MP5 na frente da cara.

    A fotografia como sempre foi primorosa, mas situar a ação no por do sol foi perigoso, em alguns takes a gente vê que tiveram um trabalhão com a luminosidade decrescente e posterior noite. Lá pelos 29 minutos, na cena em que o sargento conferencia com a equipe, dá pra ver que tiveram que botar um filtro pra dar uma escurecida.

    Agora aquele climinha no final entre o canastrão do Paetkau e a Amy Jo me preocupa muito. Será que vão forçar um caso entre os dois?

    [Responder]

  2. Silvia_05 diz:

    Também achei muito improvável que a equipe estivesse envolvida numa briga familiar, mas dei um desconto por se tratar de um policial envolvido, coisa que “eles” valorizam bastante.

    Mas acho que o episódio se perdeu por não apresentar o ”elemento surpresa” que vinha mostrando nos outros episódios. Faltou aquela reviravolta que traz maior emoção à trama.

    Eles deveriam ter seguido a linha da cunhada-fora-da-casinha até quase o final e aí sim mostrar o policial machão se revelando.

    Um pouquinho mais de trabalho no roteiro teria deixado o episódio quase perfeito.

    [Responder]

  3. Vitor diz:

    meio fake, mas legal…

    [Responder]

  4. Spoiler: Resumo da Semana - a nudez de Mary-Louise Parker » TeleSéries diz:

    [...] li na review do Blog na TV (leia aqui), imaginar que a elite da polícia (de seja lá onde for que passa essa série) vai atender a uma [...]

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