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Chega de saudade. Ao som de “Let’s twist again”, Don Draper e companhia retornaram para uma segunda temporada de Mad Men, a série da AMC que é um verdadeiro fenômeno. Desde o final da primeira temporada algumas coisas mudaram, enquanto outras não tiveram uma resolução satisfatória. Por exemplo, aquela Peggy que deu à luz no último episódio está de volta neste “To be announced” como se nada tivesse acontecido. Disse para todo mundo que tinha ido a um SPA e ficou tudo por isso mesmo.

Draper não é mais o poderoso absoluto, e sua impotência não é apenas física. O mundo da publicidade exige mentes jovens, ele tem que conviver com garotos de 20 e poucos anos, e não pode fazer nada a respeito. É uma época de profundas transformações, e isso fica claro com a chegada da milagrosa máquina de xerox. Peggy enfrenta resistência da parte dos homens da agência, e tem que provar o seu valor. Outra que passa por um turbilhão interior é a Sra. Draper, que encontra uma amiga que se tornou acompanhante, e passa a testar seu “poder de fogo”. Nem o mecânico escapou.

Foi um bom episódio, bem ao estilo da série. Mad Men parece um filme europeu. Não temos uma ação frenética, mas cada olhar e cada pequeno gesto têm um significado. A série é sobre comportamento, sobre adequação, sobre mudanças. Não temos um grande mistério, nem grandes conflitos. Apenas a preparação de um terreno, onde grandes coisas serão construídas.


2 Respostas para “O retorno de Mad Men”
  1. Vinícius P. diz:

    Gostei muito desse episódio. Realmente não foi espetacular, mas teve alguns momentos excelentes (principalmente com a personagem da January Jones, como na cena em que encontra o Draper no hotel e também quando o carro quebrou).

    [Responder]

  2. JP diz:

    Uma das RARAS séries adultas em exibição. Por mim ganhava TUDO no Emmy desse ano. É muito bem realizada!

    [Responder]

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