Perdoem-me os leitores pela falta de criatividade no título, mas simplesmente não me ocorre outra coisa para descrever Swingtown. A série da CBS pode causar estranhamento no primeiro episódio (acreditem, teve gente que não gostou), mas se revela cada vez mais profunda. A trama mostra de uma forma delicada as mudanças comportamentais que os anos 70 trouxeram, especialmente importantes para nós mulheres. O relacionamento dos três casais protagonistas tem meandros inesperados, e aqueles que parecem mais caretas se tornam os mais equilibrados, e os moderninhos mostram o que têm por trás de seu comportamento liberado: uma enorme insegurança.
No sexto episódio, “Friends with benefits” (oh, isso é tão One Tree Hill), a série parece ter chegado ao seu apogeu. Mas acredito que ainda tem muita coisa boa para nos oferecer. De um lado, Tom e Trina enfrentam uma pequena crise com o surgimento de um ex-namorado dela. De outro, Bruce e Susan enfrentam uma grande crise porque ela não é mais a dona de casa que ele esperava: ele quer que ela seja amiga da mulher do chefe, ela quer ler e ser mais Trina. No meio de tudo, Janet fica deslumbrada com o mundo das socialites, ao mesmo tempo em que Robert perde o emprego. As crianças mal apareceram, e a menina-et finalmente ficou com o professor. Deixem a série para os adultos, que a graça da série está neles.
Foi interessante também ver a relação mulher/ mercado de trabalho que a série mostrou. Uma colega de trabalho de Bruce surgiu na trama, para nos provocar e ver a que ponto uma representante do sexo feminino tem que chegar para poder se dar bem. Também foi legal ver a frivolidade dos eventos de caridade, coisa que dura até hoje: tem muita socialite organizando jantares só para aparecer, não para ajudar. Foi bom também mergulhar um pouco mais fundo na história de Tom e Trina, saber que eles têm problemas no relacionamento que sexo grupal nenhum vai resolver.
Eu, por aqui, fico com dor no coração só de pensar que a série deve acabar qualquer hora dessas. Mas tiro o chapéu para a CBS, que enfrentou o povo que não assistiu à série e a chamou de imoral, e manteve o programa no ar até agora. Espero que o programa tenha o reconhecimento merecido, e que pelo menos essa primeira temporada vá completa ao ar.





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19 de Julho de 2008 às 10:46 am
Eu adoro “Swingtown”, desde já uma das melhores estréias da temporada (a melhor, até o momento). Gostei mais dos anteriores, mas esse episódio também é ótimo e espero que não seja cancelada - espero que ao menos terminem uma temporada.
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19 de Julho de 2008 às 11:22 am
Imagino a revolta daquela associação de pais ou alguma coisa do tipo naquela cena do threesome. Acho que foi o mais longe que a série foi até agora.
Episódio muito bom, deram um jeito de tirar as crianças de cena e tudo ficou muito mais interessante. Tomara que tenha pelo menos essa temporada completa, as histórias estão começando a se desenvolver melhor agora.
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22 de Julho de 2008 às 1:55 am
Das últimas estréias estou acompanhando Swingtown fielmente. E como eu já disse aqui, a série me fisgou mais no 1×04-Cabin Fever (não é Lost =P). Foi o 1° episódio q me deixou cheio de vontade de ver o próximo, com os 3 anteriores nem fiquei com tanta expectativa. Bom, espero q a CBS termina essa 1° (e única?!) temporada de forma decente. Será que vai ficar só na Season 1 Gisele?!
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Gisele Ramos respondido em Julho 22nd, 2008 6:19 am:
Acho que sim, Rafael.
Além das organizações conservadoras estarem incomodando, a audiência não é das melhores.
Vamos torcer por um milagre!
Abraço
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Rafael respondido em Julho 22nd, 2008 8:21 pm:
É mesmo, a audiência tem caído. Abraço.
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22 de Julho de 2008 às 10:36 pm
Acabei de ler que o dia de exibição mudou.Agora Swingtown foi para as noites de sexta.Será um mau sinal?Espero que não ,pois a cada episódio eu viro mais fã. BEIJOS A TODOS!!
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Michael Oliveira respondido em Julho 24th, 2008 2:36 am:
sexta-feira é o dia das séries que não fazem a menor diferença e que acabam canceladas rapidinho…
ou seja, péssimo sinal
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23 de Julho de 2008 às 8:51 pm
Qual a possibilidade da série ir prá outro canal??? Tô gostando, mas idéia de que se passasse num Showtime da vida, as cenas seriam mais tórridas. UAU!
Mas no momento, curto ver a Susan começando a botar as manguinhas de fora. Espero que a série siga por aí - mal sabem os homens, que pensam que dominam, que é a mulherada que manda. De uma maneira ou outra, somos nós que fazemos o mundo girar. E não precisa ser nenhuma “bitch” prá conseguir o que se quer.
Detalhe: suspeito que aquela “menina-et” esteja com aneroxia. Ser magra é uma coisa, mas “aquilo” é pele e osso. Botaram um vestidinho nela no final prá disfarçar aquela magreza, mas não deu.
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Rafael respondido em Julho 24th, 2008 2:16 am:
“Menina-Et” Huahauahauaahuahauahuahauaua
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