Transportar uma fenômeno como Sex and the City para as telas não deve ser tarefa das mais fáceis: a série é exibida até hoje em centenas de países e são muitos os fãs para colocar defeitos. Mas, entre mortos e feridos, o resultado foi positivo. O filme é a comédia romântica com a maior bilheteria na estréia da história dos Estados Unidos. Aqui no Brasil não deve ficar atrás: assisti ao filme nesta tarde de sábado em uma sala (bem grande, por sinal) lotada em um shopping aqui em Porto Alegre. Só para situá-los, por aqui faz um frio danado e chove para caramba. Ou seja, a pessoa tem que querer MUITO ver o filme para sair de casa. Assim que começou, não resisti e soltei um “aaaaaaahhhhhh” quando tocou a música-tema da série, e me surpreendi ao constatar que o cinema inteiro teve a mesma reação. Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte fizeram falta. E como foi bom reencontrá-las!
Os primeiros minutos foram considerados um desfile de moda pela crítica “especializada”. Eu achei uma delícia ver as meninas percorrendo novamente as ruas de NY sobre Manolos, embaladas por uma trilha sonora animada e com uma bela edição. Achei legal usarem cenas da série para contextualizar o espectador, especialmente aqueles que não conheciam Sex and the City. Enfim, colocando toda a pouca racionalidade que me resta de lado, acho que essas primeiras cenas são fundamentais para os fãs se recomporem. Eu me emocionei com a narração em off da Carrie, com a música, com Nova York. Se alguém me dissesse que tinha uma bomba no cinema, naqueles primeiros momentos eu não teria prestado atenção.
Quando o jogo começa pra valer, vemos que Carrie continua namorando firme com Big/ John, Miranda e Charlotte seguem felizes com os respectivos maridos e filhos, e Samantha se mudou para Los Angeles com Smith Jerrod. Mas como todo roteiro precisa de um conflito, Big abandona Carrie no altar, Steve trai Miranda (depois do casal passar seis meses sem sexo) e Samantha está cansada da monogomia. Charlotte é o objeto decorativo em cena, soltando gritinhos histéricos. O romantismo da personagem foi deixado de lado, e o que ficou foi uma mulher boba e descontrolada ao ponto de fazer cocô nas calças (sim, literalmente). As desventuras de Charlotte na busca pelo príncipe encantado sempre renderam boas risadas, mas desta vez forçaram a barra.
Samantha também está mudada, mas não por uma falha do roteiro, e sim pelo amadurecimento que é esperado em qualquer ser humano após alguns anos. O figurino tropical da personagem, no entanto, estava completamente equivocado. Samantha sempre se vestiu de maneira sensual - às vezes até um pouco vulgar - mas no filme ela usa roupas BREGAS. Aliás, foi bem estranho ver as atrizes (e suas ruguinhas) na tela grande. Até a inteiraça Kim Catrall parece mais caidinha. A praticamente idosa Candice Bergen, então, nem se fala.
E a ultra- hypada Patricia Fields mostrou que também comete seus deslizes. Carrie também desfilou uns modelitos bizarros, mas ao longo das seis temporadas da série aprendemos a nos acostumar com suas extravagâncias. Aliás, que delícia a cena da limpeza no guarda-roupa da personagem, hein? Fields acertou também no figurino de Jennifer Hudson, uma gordinha-pobrinha das mais descoladas. Mas meio desnecessária, não? Assim como a cachorrinha da Samantha… esses detalhes. Foram muitas coisinhas, muitas referências, muitas roupas. E isso tornou o filme longo. Eu, particularmente, não senti o tempo passar. Mas pessoas menos xiitas que eu podem reclamar.
Não vou contar toda a trama do filme por aqui, mas quero destacar dois pontos que me incomodaram. Primeiro, o vai-e-volta de Samantha, como se Los Angeles fosse ali, do ladinho de Nova York. Acho que não teve cena das amigas reunidas sem a RP presente. E cada vez que ela aparecia, as amigas comemoravam e davam gritinhos, como se ela não estivesse presente na cena anterior.
Outra coisa que me incomodou foi o final: como assim o cara te abandona no altar e te reconquista com meia-dúzia de e-mails? Carrie perdeu muito do seu amor próprio nestes anos e assumiu a culpa pelo fim do relacionamento. Culpa que não era dela! A personagem sorfreu tanto por amor nestes anos todos, que o mais correto seria deixá-la sozinha. Porém, mesmo não gostando, não contive uma lagriminha quando Big abriu a porta do cartório e as três fiéis escudeiras de Carrie estavam lá. Assim como chorei quando o casamento acabou, quando Charlotte anunciou a gravidez e quando a Rose nasceu. Sim, eu chorei, eu sorri, eu me diverti e tive uma grande tarde de sábado. O filme tem sim seus defeitos, mas eles são pequenos quando comparados à alegria de rever personagens queridos. Este ano também teremos a película de Dead Like Me, que deve ser lançado em DVD nos EUA por esses dias, e logo chega por aqui. Algumas séries, realmente, merecem mais do que um único final.
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8 de Junho de 2008 às 5:12 pm
Nossa, pois eu achei a Charlotte ótima no filme, exagerado em alguns momentos, mas se perdoamos os exageros das outras, pq não o dela?
Eu achei que o filme começou bem, mas depois desandou. Também acho que ele ficou com mais cara de seriado (uma maratona de 5 episódios) do que de longa. No final das contas, é uma comédia romântica das boas, que vale para os fãs, mas nem tanto para um alheio às novaiorquinas. Mas, mesmo assim, mesmo eu sendo fã, ele decepciona. Algumas tramas não foram bem desenvolvidas e o final ficou meio apressado, um certo desleixo (e clichê!), tambem achei o fim essa falta de amor próprio da Carrie.
Ok, o importante, como fã, foi reencontrá-las após 4 anos, e notar que algumas coisas (as melhores) continuam as mesmas. Isso valeu o ingresso, mas não sei se valeu a espera.
8 de Junho de 2008 às 8:39 pm
Ahh defeitinhos a parte, e assistente meio nada a ver com o filme a parte.

Eu adooorei.
Trilha sonora perfeita, super engraçado e divertido.
é como você disse, tive uma tarde hilária, e rever os personagens, dessa vez em telão valeu super a pena!
8 de Junho de 2008 às 9:55 pm
Puxa… Devia ter avisado que o texto estava cheio de spoilers para quem ainda não viu o filme. Vacilo de vocês.
8 de Junho de 2008 às 10:27 pm
Ótima, tarde amiga!
Concordo com a assistente totalmente desnecessária. A cachorrinha acho que era o meio que um alter ego da Samantha. Mas, senti falta dela ’se dando bem’ no filme. Ela merecia umazinha com o vizinho.
No geral, não sou uma boa crítica. E me diverti tanto que o que posso dizer de mais sincero é que achei ótimo, fantástico.
Quero mais!
Porém, concordo, o final foi tão corrido. Algo como: Vamos acabar logo com isso, recolhe aqueles Manolos e o último que sair apaga a luz.
O que mais eu
8 de Junho de 2008 às 11:05 pm
Bela
Eu acho que “opinião sobre o filme” no TÍTULO do texto já diz tudo, né?
Dessa vez o vacilo não foi nosso…
9 de Junho de 2008 às 1:27 pm
Reecontro.Assim poso dizer que Sex and the City-The movie, pelo menos pra mim siginificou um tao esperado com as quatro amigas fabulous e a cidade de NYC, sentia falta de ambas!
Ao começar com a musica tema em alto e bom som já causa frisson, a pequena retrospectiva foi uma cartada legal de Michael Patrick King, no entanto, fica a recomendaçao para quem nunca viu a série correr a locadora e se familiarizar com Carrie, Samantha, Charlotte, Miranda e cia.
Bom, para as mais fissuradas como eu, os longos desfiles de moda significaram um plus no filme, ver a Carrie andando com bags do estilista Manolo Blanik, ou pra lá e pra cá com bolsas Chanel, ou dando como fim de um divórcio o tamanho de um closet, faz mto sentido, mas para a gente. As vezes me sentia mto sozinha rindo de algumas situaçoes ou dialogos. Talvez isso seja ate algo que nos assiduas fãs da série possamos nos gabar.
Ver que Samantha havia mudado nesses 4 anos por um homem foi triste tb, ainda bem que ela realizou o fato antes do fim do filme e antes dos 50. Ah tb notei como o roteiro fez parecer que LA e tao perto quanto Staten Island, bem no final das contas a Sam devia ter mtas milhagens acumuladas.
Já Charlotte, vi que ela realmente alcançou tudo que sempre desejou, chorei junto quando ela descobriu que estava grávida, afinal era so isso que faltava no perfeito quadro dela. Na essencia Char continuou a mesma, ela nunca almejava conciliar carreira e familia, seu grande desafio sempre fora achar o Mr. perfect e formar uma familia e ela conseguiu, com alguem que ela nunca esperava, o careca Harry.
Miranda, era a cara de uma New Yorker,almejava ter uma carreira sólida etc etc. Bem, Steve acontece,e as coisas mudam. E como, nesses 4 anos ela vinha tetando conciliar a carreira, a familia e trocentas coisas que vem na bagagem, e nao conseguiu.
Carrie e Mr. Big definitivamente entram para o hall dos casais do seculo ou sei la o que. O filme mostrou uma Carrie madura, que as 40 lida melhor com suas emoçoes, no entanto qdo se trata de Mr. Big e de amor, como ela mesma disse nao tem mta lógica. O final, podia ser mais dramático, mas pra quem sentiu falta de drama pode procurar o episódio em que a ex-mulher de Big quebra os dentes depois de ter flagrado Carrie em sua casa, ou ainda aquele em que eles encontram no elevador, ou ainda aquele que Big a busca em Paris…Como a Char disse, “10 anos!”
Alguns detalhes, a trilha sonora que pra quem ainda nao baixou e tao animada qto o filme. Ah,e tem a Jenifer Hudson na trilha, canta tao bem qto atua, a Dreamgirl deu um gás jovem ao filme.
Mas e agora?Bom ainda podemos juntar as amigas e os dvds da série, qdo bater aquela aquela pontnha de saudade!
9 de Junho de 2008 às 9:03 pm
Eu tô louca pra ver! Acho que vou gostar de um jeito ou de outro! Eu gosto muito da série, só detesto 90% das fãs obcecadas da série (você não incluída, Gi!).
=)
10 de Junho de 2008 às 4:58 pm
Eu sou uma fã “obcecada” da série…rs…
Eu amei o filme, nem senti o tempo passar, chorei, ri, me emocionei muito. Tb estava morrendo de saudades de todas . E ainda bem que o final do filme foi daquele jeito…Por que ser orgulhosa quando o que importa é ser feliz?
E na verdade, o Big se arrependeu em seguida…
11 de Junho de 2008 às 1:51 am
“Opinião” é uma coisa. O blog na TV é cheio de opiniões sobre as séries, mas nem por isso entrega cenas crucias. Contar desfechos é coisa totalmente diferente… Vacilo duplo.
12 de Junho de 2008 às 12:35 am
Oi Gisele
Não sou fã da série mas fui por convite da minha namorada e gostei muito. Já tinha visto uma meia dúzia de episódios mas o filme foi bem divertido. Agora, cá entre nós o que mais me chamou a atenção antes do filme foi ver que a platéia da nossa sessão de tarde do sábado de estréia era basicamente de mulheres de 30 anos e casais de namorados. Acho que devo ter sido um dos poucos homens da sessão a ter ido sem ser coagido perto do dia dos namorados.
Ótima jogada de marketing. risos.
12 de Junho de 2008 às 10:32 am
Concordo completamente com a Bela. Já havia lido várias críticas e reviews sobre Sex and the City, todas bastante completas e detalhistas (e repletas de “opiniões”), mas essa foi a única que entregou os segredos do filme. A Gisele falou demais.
22 de Junho de 2008 às 2:48 am
Amei o filme. Tem seus defeitinhos, mas sao pequenos perto de tantas qualidades!
12 de Julho de 2008 às 4:16 am
[...] aqui e aqui algumas opiniões sobre o filme e seriado bastante interessantes. A última é especialmente direcionada aos homens que ficam criticando o seriado. [...]