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Eu nunca me perguntei como seria um episódio de CSI protagonizado pelo pessoal de My name is Earl. Isso nem deve ter passado pela cabeça enlouquecida de ninguém. Os roteiristas da série é que gostam muito de inventar moda e fizeram um episódio de investigação e mistério. Com reviravoltas e as particularidades de sempre.

É o máximo a capacidade deles de reinventar o lance da lista e de sempre ficar mudando a narrativa das formas mais loucas. My name is Earl é uma das séries que mais mexe no jeito como a história é contada. Isso é muito legal e sempre renova meu interesse. Tudo bem que “The Hickeys” não têm muita graça e parece que eles vão existir por um tempo, mas não dá para negar que é um tempero para o episódio. Mais discretos, com menos tempo, não chegaram a incomodar.

A reconstituição do crime nem precisava ser truncada. Se tivessem mostrado um flashback todo linear, já seria bizarro o suficiente. Roubo de moto da galera do American Chopper, fantasia de frango, o carrinho e o aviãozinho, o varal das calcinhas. De que mente doentia saem essas coisas, meu Deus? Earl ainda deu uma morridinha e ressuscitou em seguida, numa cena que precisou de pausa e um gole d’água para a recuperação aqui em casa.

Randy mais uma vez botou o episódio no bolso. Ethan Suplee é genial. Não dá para acreditar que é um ator, que ele está fingindo. Podem rir de mim, mas confesso que às vezes até fico emocionado com a pureza do Randy. Assim como fiquei sem fôlego quando o personagem se atira do alto do trailer para dar a barrigada mais dolorida da história das séries de TV.


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