Esse episódio foi tão bom, mas tão bom que acho que merece até dois posts aqui no blog. Antes de qualquer coisa, se você ainda não leu o post da Gisele, clique aqui, leia e depois volte pra cá.
“Pára o mundo que eu quero descer!” – Desmond não disse isso, mas bem que poderia ter dito. Mas se você, caro leitor, ainda está tentando assimilar tudo que “The Constant” nos mostrou, esse post tem exatamente o intuito de ajudá-lo.
O que parece ter ficado bem claro nesse episódio, é que certas pessoas, quando expostas a alguma força poderosa da natureza (radiação ou eletromagnetismo) começam a ter esse “problema” de se deslocar no tempo. Porém devemos lembrar que apenas a consciência entra nessa viagem, o corpo não. Ficou uma coisa meio complicada, concordo. Afinal, diferentemente de “Flashes Before Your Eyes”, quando o brotha fez uma longa viagem ao passado e tinha visões do futuro, dessa vez ele vivenciava presente e passado ao mesmo tempo! Não chega a ser exatamente um flashback nem flashforward. De alguma forma, a tempestade que Desmond atravessou no helicóptero, fez com que ele estivesse em 1996 e 2004 ao mesmo tempo. Juntando as peças soltas cada qual em um desses anos, ele acabou conseguindo evitar ter o mesmo fim que Minkowski. E Desmond só conseguiu juntar tais peças porque encontrou sua constante (fator invariável em qualquer fórmula): Penny. Talvez a constante sirva para mostrar que, embora absurdas, as viagens temporais são reais, mas ter a constante presente é necessário para evitar que a mente do viajante dê um “tilt”. É como numa sentença matemática: se você excluir a constante de uma fórmula, você não conseguirá solucionar a questão, ficará dando voltas e voltas, ocasionando o tal tilt na mente, no caso, morrendo. A constante serve para que o futuro seja preservado. Sem constante, não há futuro. E se a pessoa não fará parte do futuro, a pessoa morre.
Vimos que Minkowski – que pra mim foi o Paulo da 4ª temporada; todo aquele mistério de ser o “cara do telefone” com pinta de ser o líder do cargueiro e na verdade era só o oficial de comunicação e 5 minutos depois de aparecer na série, já morreu – também estava viajando no tempo. Mas a grande questão que quero levantar é: seria Daniel Faraday mais um viajante desse tipo? Com certeza, Dan sofreu grande exposição à radiação já que não protegia a cabeça em suas experiências. Teria ele reconhecido Desmond quando este chegou para embarcar no helicóptero? Eles se encontraram mesmo em 1996 ou esse encontro só ocorreu porque em 2004 Faraday pediu que o Desmond de 2004/1996 encontrasse o Faraday de 1996? Em Oxford, Daniel diz que o futuro não pode ser mudado. Bem que a Mrs. Hawkins já tinha nos avisado: “Não importa o que você faça, o universo sempre consegue dar um jeito para as coisas seguirem seu destino”.
Agora umas perguntinhas que eu sempre faço pra colocar uma (ou várias) pulga atrás da sua orelha:
- Rousseau! Será que foi por isso que ela foi a única a sobreviver? Ela tinha Alex como constante e os outros endoidaram e por isso ela os matou? Seria esse vai e vem no tempo a tal doença?
- Percepção do tempo pras pessoas é uma coisa, mas pra gasolina do helicóptero? Qual tempo o helicóptero usou? Um dia inteiro ou 20 minutos?
- Se o tempo na ilha tem uma defasagem registrada de 31 minutos em relação ao tempo do barco, como eles conseguem se comunicar pelo telefone?
- Pior ainda, se a defasagem é de 31 minutos, como explicar o fato de na ilha eles estarem no 96º dia após o acidente (26 de dezembro), e segundo o calendário encontrado no navio eles estão em 24 de dezembro, 94º dia após o acidente? Alguém pode simplesmente dizer que como a sala de comunicação foi sabotada, ninguém mais ia lá e por isso não marcavam mais os dias. Mas pra desmentir isso fica fácil, Penny atendeu o telefone no dia 24 de dezembro de 2004, tal qual Desmond havia combinado.
Para se aprofundar ainda mais na parte científica e matemática sobre este episódio, recomendo este post do Blog Teorias Lost.
Sintam-se a vontade para usar o espaço de comentários para debater o que falei ou para tentar responder às perguntas que fiz. Com um episódio espetacular como esse, que nos deixa cada vez mais doidos, só me resta terminar esse post dizendo “Encontrei em Lost, a minha constante.”
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29 de Fevereiro de 2008 às 11:41 pm
a idéia sobre Rousseau é boa. . .
Agora esse eisódio me lembrou um pouco de efeito borboleta(o primeiro, que é bom). o Desmond é o melhor personagem da série com certeza no final das contas ele e ben(que apareceram depois) são os grande protagonistas da série. UHAuahuAhauAUH
Abraço ai!
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1 de Março de 2008 às 1:55 am
Que isso! Pra mim um dos melhores da série! Episódios do Desmond muito bons, como sempre! Essa coisa da Rosseau é realmente muuuuito provável… Eba! adoro episódios esclarecedores! (nem que seja só um pouquinho).
Cena do Des e da Pen, muito linda! adorei…
ótimo comentário, Pedro [my constant ;)]
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1 de Março de 2008 às 2:29 am
Essa de “Para o mundo que eu quero descer” foi ótima, Pedro. A questão da Rousseau eu também coloquei na minha review, mas as questões do tempo realmente me deram um nó. Vamos combinar que esse negócio de 31 minutos só serviu pra confundir todo mundo. Eu ainda não tenho nenhuma teoria.
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1 de Março de 2008 às 2:53 am
Enquanto tô lendo o teu comentário me vem a imagem de JACOB, que sempre que eu vejo me borro toda.
Será que para entrar em contato com ele só viajando no tempo e é por isso que ninguém ainda conseguiu???
Pensei a mesma coisa sobre o telefonema entre Desmond e Penny. Não entendi nada. Outra coisa que eu acho é que o pai de Penny vai encontrar anotações sobre a ilha naquele diário que ele comprou. E que, por sinal, pagou uma fortuna.
A questão do tempo ainda não ficou clara, mas é só uma questão de tempo - ops! desculpe o trocadilho, foi inevitável.
E outra: a loucura do Hurley pode ser também um efeito colateral ou ele tá viajando também??
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2 de Março de 2008 às 12:22 pm
SENSACIONAL! Matou minha sede de LOST este episódio! Mas as questões levantadas pelo Pedro ainda precisam de explicações… Uhuhu! Viva LOST!
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2 de Março de 2008 às 10:31 pm
Esse é o Pedrão!!
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3 de Março de 2008 às 1:29 am
Percepção do tempo pras pessoas é uma coisa, mas pra gasolina do helicóptero? Qual tempo o helicóptero usou? Um dia inteiro ou 20 minutos?
Essa defasagem de tempo é comum quando algum objeto viaja próximo a velocidade luz (c = 3×10E8 m/s). Exemplo: se fosse possível um astronauta sair em sua espaçonave, atingir uma certa velocidade (1/3 da velocidade da luz) e após 1 ano em seu relógio retornar, na Terra teria se passado mais de 1 ano. Isso é possível pela teoria da relatividade proposta por Einstein (espaço e tempos relativos), confirmado por um experimento (barato) em 1971 onde usaram aviões comerciais com relógios atômicos (muito precisos). Portando, o helicóptero atingiu essa velocidade próxima o da luz não sabe como - talvez um wormhole em torno da ilha “minha teoria” - com isso distorceu o espaço e o tempo, no relógio da aeronave 20 minutos, no relógio dos outros 1 dia.
Se o tempo na ilha tem uma defasagem registrada de 31 minutos em relação ao tempo do barco, como eles conseguem se comunicar pelo telefone?
A comunicação de rádio, telefone, TV, etc é feita por meio de ondas eletromagnéticas. A luz também é uma onda eletromagnética.
A comunicação por telefone é feita por meio de ondas eletromagnéticas que viajam
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3 de Março de 2008 às 4:07 am
Car*lho essa sua teoria Ed faz muuuito sentido. . . pensando dessa forma, me parece que é isso mesmo diria até que vc “matou a charada” mas fica uma pergunta se eles de alguma forma viajam na velocidade da luz, pq eles não percebem? qual a explicação pra isso?
Flww
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3 de Março de 2008 às 4:08 am
Será que foi muito idiota essa pergunta??? EeUEhiUEH
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5 de Março de 2008 às 2:17 pm
Oi pessoal!
Gostaria de um link para download desse ultimo episodio, que ainda não encontrei.
Agradeço desde já!
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31 de Março de 2008 às 11:19 pm
Bom, acho que o atraso de 31 minutos é contato no dia passado em Lost, ou seja, um dia em Lost tem 23h 29min. Dessa forma, o atraso em 96 dias é de 2 dias e , mais ou menos, 2 horas… Assim, explica-se o “erro” na data e no ponto do dia nos dois locais…
Não pensei sobre as outras questões, mas acho que quanto ao combustível do helicóptero (que não é gasolina), está mais para descuido dos produtores do que questão de Lost…
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31 de Março de 2008 às 11:27 pm
Nada com massa viaja próximo da velocidade da luz, gostei da teoria do wormhole em torno da ilha… Ao menos, faz sentido…
Quanto à comunicação entre os telefones, podemos concluir que o que há em torno da ilha só interfere em corpos com massa… Ondas na velocidade da luz encurtam distâncias, talvez elas não sofram efeito do wormhole…
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25 de Abril de 2008 às 1:35 pm
O tempo para quem estava no helicóptero permanece o mesmo.
No helicóptero se passaram 20min, na ilha e no barco não.
Portanto o consumo de combustivel no helicóptero foi o de uma viagem de 20min.
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10 de Junho de 2008 às 4:05 pm
Legal o post, mas devo admitir que gostei mais do da Gisele. Eu to comentando super atrasado mas queria deixar miha opinião. Aliás, li que alguém postou já o que eu ia falar. Essa pergunta do lance de como se comunicaram se tem um certo “delay” não procede, pois o homem no espaço ligava para a Terra e existe essa teoria de que o tempo no espaço é diferente, que se 2 irmão fossem separados quando nascessem, e um fosse pro e´paço esse ao retornar estaria mais jovem que o outro. Inclusive com menos rugas por causa da gravidade hehe. E olha, não acho que a ilha esteja numa “dimensão” diferente, só acho que o eletromagnetismo que a protege a ilha causa uns “disturbios temporais” no tempo/espaço (o que explica fator de cura e umas outras cositas mas) que faz a ilha ser tão especial, e talvez como eu acho que veremos no futuro, almejada por uma grande corporação. Well, tenho q trabalhar hehe. Reafirmo oq jah disse pra Gisele, esse site é mto bom. Parabéns a todos.
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