Por Cler Oliveira

Quantas vezes, enquanto assiste a CSI New York, você quis ajudar a equipe de Mac Taylor a desvendar um assassinato misterioso? Pois, desde outubro, os residentes do Second Life têm a chance de buscar pistas não apenas para solucionar um, mas de três casos cabulosos, com todo o aparato tecnológico da série mais Sherlock Holmes da TV.

O jogo iniciou dentro da plataforma virtual no dia 24 de outubro quando tiraram da tomada o episódio “Down The Rabbit Hole”. Desde então, milhares de fãs da série viraram freqüentadoras do jogo virtual e vice-versa. No seriado, o detetive Taylor investiga a morte de uma jogadora do Second Life, que, na vida irreal, atende pelo nome de Vênus.

Para ajudar na sua insônia, dois assassinatos estão ligados a esse crime. Para resolvê-lo a contento, o pessoal da CSI entra no mundo virtual atrás de pistas virtuais que levem ao assassino real. Em apenas alguns minutos de episódio é mostrado um Second Life fascinante com batalhas medievais, movimentos rápidos dos avatares (coisa que, na maior parte do tempo não é possível) e até perseguições aéreas estilo Surfista Prateado. Ao mesmo tempo, a produção mostra que, se o jogador vacilar, vira mané. A Linden Lab, empresa responsável pelo Second Life no mundo, colabora com a investigação cedendo dados confidenciais para que os assassinos sejam localizados o mais rápido possível (dado o recado).

Embalada pela curiosidade e, especialmente para o Blog NaTV, esta residente da plataforma 3D, deu uma conferida no que rola dentro do complexo virtual CSI NY e, olha, não me arrependi. O ambiente é formado por quatro ilhas: CSI North, CSI South e duas ilhas de orientação idênticas. “Ilhas de Orientação????!!” Sim! Como o próprio nome diz, lá é o lugar onde aportam os novatos desorientados que passam por uma espécie de curso intensivo sobre o que podem ou não fazer enquanto estiverem em terras csienses. E a regra, embora em inglês, é clara: não é permitido nada que vá contra a moral e os bons costumes, isso inclui, avatares com armas, palavras de baixo-calão ou ações crackers que podem, assim como, no episódio, infectar computadores ou, na pior das hipóteses, acabar com a ilha toda. Quem policia são os managers, um grupo de avatares que se  revezam dia e noite para que tudo transcorra dentro da lei e ordem do jogo.

Nas ilhas, nota 10 para a tecnologia que, como raros espaços no Second Life, oferecem toolbars que incrementam sua estada por lá. Já a comunicação deixa a desejar. No grupo CSI:NY há membros do mundo inteiro, porém esse fato é ignorado: todas as orientações via outdoors e áudio são em inglês (e, obviamente, sem opção de legendas).

Se você tem medinho de morto é bom pedir pra sair. Em vários trechos da ilha você encontra cadáveres mortos de maneira brutal e interessante. O primeiro é encontrado ainda na ilha de orientação: um coelho branco, que, na série é uma espécie de informante falcatrua. No jogo, teve o fim que mereceu. Próximo a ele, diversas evidências para serem analisadas em um dos laboratório hightec espalhados pelos SIMs (os espaços construídos para SIMular situações). Outras duas mortes bastante sanguinolentas você encontra no meio do caminho, mas, siga em frente, afinal, é para achar quem fez aquilo que você está ali, não?

Segundo uma das managers, a avatar Maia Dutton, a cada semana são disponibilizadas novas pistas para que os internautas elucidem os casos, tornando o game contínuo.  Mas, como toda cidade pequena, há rumores entre os freqüentadores da ilha de que, mesmo após o final do episódio na TV americana, previsto para final de fevereiro, a intenção dos produtores é criar mais situações envolvendo o jogo, dependendo das conseqüências da, já findada, greve dos roteiristas. Enquanto isso, Anthony Zuiker, criador e produtor da série, aproveita o sucesso real da grande jogada de marketing (que certamente une cifras milionárias). Segundo Maia, ele já foi visto, diversas vezes, circulando pelo mundo virtual.  “Ele gosta de entrar e checar as coisas por aqui, além de encontrar com os fãs, é claro”. Pagando bem… que mal tem?

* A minha amigona Cler Oliveira fez esse post especialmente para o Blog Na TV. Mas não deixem de conferir o excelente blog dela. Nosso MUITO OBRIGADA, Cler! 


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2 Respostas para “Direto do Second Life: CSI NY”
  1. Pedro diz:

    Fantástico texto, Cler! Parabéns e obrigado!

    [Responder]

  2. Cler Oliveira diz:

    (Se eu soubesse, faria um emoticon com as bochechas vermelhas agora, hehe Valeu!). Foi um prazerzaço fazer! O mais legal é que muitos amigos estão ansiosos para ver noticias e textos do SL em sites/blogs que não tratam apenas do tema. Então, a partir de agora, Blog NaTV rules on SL :)

    [Responder]

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