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Por Samuell Aquino

Até quando uma pessoa consegue ser passiva aos acontecimentos vividos? O que a faz desperta dessa letargia? A realidade pode funcionar, aquela que está intrínseca mais ainda assim invisível.
Foi assim com Fredie que sempre ignorou sua homossexualidade até que o choque da felicidade momentânea o fez despertar pra resignação, não sem deixar vítimas, Dawn a melhor produtora de Heart’s and Scalpels, que ia descontar toda a frustração numa “inocente”, com medo da verdade.
Semelhante aconteceu com Rachel que sempre passou pela vida vitoriosa e confiante, mas caiu diante das más lembranças que pedaços, literalmente, do homem bomba que a feriu foram encontrados dentro do seu corpo. Perdoar o imperdoável é o primeiro passo para se vier em paz e tentar mudar. A cena da primeira cirurgia com o terrorista ao fundo narrando a explosão foi muito boa, mostrando o ato e a sua conseqüência. Agora não precisava desse interesse amoroso da Rachel pelo Matt, será que esse povo não pode ser só amigo?

E restou Sean tentar tirar os pedaços de Julia que havia dentro dele e perdoar os amigos por tentarem ser felizes. Rachel sempre viveu com os fragmentos do terrorista e só enlouqueceu quando soube que eles existiam, assim é Sean que sempre soube do “amor” entre Christian e Julia e agora pirou ao ver os dois juntos. Sean que sempre foi passivo na vida, ao ponto de se imaginar um homem bomba e explodir junto com Julia e Christian, não conseguiu exprimir seus sentimentos sem ser cutucado por Christian e destruírem um bom pedaço da clínica.

Gina voltou pra infernizar a vida Christian só mais um pouquinho. Achei engraçado o personagem voltar com uma licença de corretora,  ao mesmo tempo que o papel que a atriz acabou de fazer em Friday Night Lights também tirava a licença e saia pra buscar oportunidades. Coincidências… 

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