Por Vinicius Silva

Foi, até o momento, o melhor episódio exibido pela série. As coisas ainda continuam na mesma, em relação ao roteiro. Sem muitas mudanças. Sempre vejo algumas pessoas reclamando de que a história muda a cada novo episódio, não tendo, assim, uma continuidade, e por essa razão, fica fácil perceber os furos que existem.

Concordo com tudo isso, mas ainda assim, “Moonlight” consegue criar cenas e tramas interessantes em seus episódios e não deixa a tensão cair de uma semana para outra, o que é muito importante para uma série novata, principalmente em época de greve.

O episódio girou em torno de um Pastor que assassinou 6 pessoas há anos atrás. Ele fora condenado com a pena de morte e está para ser executado. Muitas pessoas o acompanham, pregando aquilo que ele achava o certo, e o Pastor considera esses fiéis seguidores como a sua “família”. De qualquer forma, antes de ser morto, ele encontra tempo de se transformar em um vampiro por meio de um padre, no momento em que os dois estão fazendo as últimas preces antes de cumprir a pena.

Mick, descobrindo que o Pastor Donovan se transformou em um vampiro, precisa, então, proteger Audrey, a única testemunha dos assassinatos. Mas não será nada fácil, porque agora que ele se transformou em vampiro, a sua sede por sangue é maior que qualquer outra, fora a sua sede de vingança, que o impulsiona a querer matar Audrey, que além da ajuda de Mick, conta também com o apoio de Beth.

Beth acaba sentindo, por meio de toda essa história com Audrey, um déjá vu em sua vida, relembrando momentos da sua infância. Quando ela foi seqüestrada ainda criança, Beth tentava fugir das memórias do seu passado. Mas, fugir daquilo que já aconteceu não é tão simples quanto se pensa, principalmente quando se convive com a pessoa que sabe de tudo que aconteceu naquela época.

O episódio se torna melhor dentro desses fatos antigos entre Mick e Beth. Ela finalmente consegue descobrir que Mick salvou-a na época em que fora seqüestrada obrigando, dessa forma, Mick a matar a sua esposa. O episódio ainda contou com um roteiro consistente, criando a história do pastor assassino, ajudando a dar um fôlego ainda maior essa semana.

Outro ponto de destaque, não só no episódio que foi exibido essa semana mas em todos eles, é a trilha sonora. A combinação entre imagem e som é sempre algo muito utilizado no cinema e nas séries, funcionando como um elemento a mais na cena. “Moonlight”, assim como “One Tree Hill”, tem a característica muito forte de encaixar o som certo nas cenas certas. E foi assim no final desse episódio, quando a celebração do amor ganha vida mas a consciência de saber que não dará certo é maior do que o próprio sentimento de amor que existe.

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Uma Resposta para “Moonlight: o pastor assassino”
  1. Luciana diz:

    olá pessoal, será que tem como alguém me dizer a trilha sonora desse episódio?? especialmente do finalzinho!
    bjoss**

    [Responder]

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