Nossa amiga Tina Fey agarrou seu cartaz e foi protestar a favor dos direitos dos roteiristas. Está mais do que certa. Não deve ser bom ver os outros faturando em cima do seu trabalho. Ela deveria dar umas dicas para a Liz Lemon de como ser bem sucedida na televisão. Nesse episódio, Liz teve uma apavorante visão do futuro e percebeu que vai ter que rebolar para escapar do destino.
Carrie Fisher, a princesa Lea, participou como uma roteirista de TV das antigas, ídolo da Liz. No tempo dela o humor tinha muito mais liberdade. Hoje tem que ser tudo preto no branco, muito chato. O legal é que 30 Rock consegue se desviar como ninguém dessa chatice politicamente correta e dar umas espetadas, mesmo quando disfarçadas de crítica.
Enquanto isso, no porão, rolava um inusitado clube da luta, envolvendo Jenna, Kenneth e uma criatura do subterrâneo, odiada por todos. Isso foi legal, mas nada supera a engraçadíssima cena com Jack, Tracy e a terapeuta. Foi fácil para o Jack descobrir que o Tracy tinha problemas não resolvidos com o pai (Você não é meu pai!). A idéia de fazer com que Jack fingisse ser o pai dele acabou dando um pouco certo demais. A própria terapeuta saiu traumatizada dessa terapia, que mais pareceu uma sessão de descarrego. Mais uma ótima cena para Alec Baldwin mostrar seu talento.
Sinto falta de um pouco de continuidade em 30 Rock. Isso sempre deixa as séries mais interessantes. Com a greve dos roteiristas e Tina Fey paralisada, não sabemos quando isso poderá acontecer. Mas o meu palpite é de que a greve não vai durar muito tempo. O prejuízo de hoje é muito maior do que o de 20 anos atrás. Se tudo der certo, Liz Lemon vai poder voltar para o estúdio.
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