Dexter se importa com Rita, com as crianças, comigo, com vocês e com todas as pessoas de bem. Foi exatamente isso que ele descobriu nesse último episódio. Quando estava prestes a matar sua vítima dessa semana, Dex e o futuro presunto travam uma disputa sobre quem é mais mentiroso ou quem não se importa com nada além de si mesmo. Pois é bem quando o vendedor de carros fala de Rita e das crianças, que Dexter crava o punhal no peito do homem e percebe que agora pessoas que não significavam nada pra ele, passam a significar, como ele bem disse no encontro dos narcóticos anônimos.
Dexter sempre se importou. Ele só não sabia disso. Essa era a "Mentira Inconveniente" citada no título do episódio, que ele agora conseguiu dissipar. Desde o fim do episódio de estréia dessa segunda temporada, Dexter passou a se sentir mais vivo e isso trouxe de volta a ele, os sentimentos humanos. Talvez isso o ensine a mentir um pouco melhor, pois como Rita disse, ele mente muito mal mesmo! O gozado é que Rita fica criticando o vício de Dexter, mas ela mesmo começou a fumar agora. E a personagem de Jaime Murray, Lyla? Será que ela sabe mesmo quem é Dexter? Ou ele apenas se desesperou à toa? E ela? É uma assassina também? Por aquela conversa toda de lado negro ela pode ser além de assassina, uma bruxa talvez. Hehe.
Doakes finalmente conseguiu o que queria. Flagrar Dexter em qualquer coisa que o justificasse como um esquisito. Mas o sargentão se compadeceu ao ver que Dexter era um viciado, mas que como estava buscando se tratar, bastava que nosso serial killer favorito não se metesse em confusão e Doakes manteria esse segredo. Coitado… achou que descobriu ouro, mas não sabe nem da metade! Bom pra Dex, que agora não tem mais o sargento na sua cola todas as noites.
E esse chefão do FBI? To gostando desse personagem, ao contrário da nova tenente, que tá muito chata (Volta Maria! Aquele cargo é seu!). O cara sabe o que tá fazendo, disse que o ITK era só um amador perto do atual perseguido e de quebra conseguiu botar Debra nos eixos, quando nem ela acreditava no próprio potencial, e agora ela dá um palpite na mosca: o padrão do açougueiro é matar "bad guys"! Começo a pensar na possibilidade de que ela descobrirá que esse novo assassino de Miami é o próprio irmão, mas quando descobrir os motivos de Dexter - O código de Harry - ela manterá em segredo a identidade do assassino.
Dexter se animou com o NA. Mas será que um programa desse tipo pode curar o "vício" dele? E o que foi aquela cara da Rita? Tá achando que é corna ou reconheceu Lyla de algum lugar? Como sempre um final espetacular, de um episódio espetacular. Tá virando pleonasmo… Dexter é uma série espetacular!
Obs.: Assisti ao episódio sem legendas. Vou assistir novamente quando tiver legendado. Se eu vir que deixei escapar algum detalhe, volto e comento. Só uma correção: quem disse que o Assassino do Caminhão de Gelo era só um amador foi o capitão e não o agente Lundy.
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15 de Outubro de 2007 às 7:12 pm
Eu nem vi o episódio e só li o começo do texto. Só tenho uma coisa a dizer: Dexter nunca me enganou! Eu sempre soube que ele se importava com Rita, com as crianças e com Debra. Esse papo de “não tenho sentimentos” nunca combinou com as ações dele.
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16 de Outubro de 2007 às 8:50 am
Ahhmmm.. cá estou eu novamente! o/

Esse epi foi num ritmo mais lento do q os outros.. oq era de se esperar logico!
De qlqr modo, eu gostei mesmo assim, alias.. eu gosto mto de ver esse lado humano do Dexter.. e pode ser justamente ai que ele irá se fuder em um futuro!
A unica parte q eu nao gostei desse epi.. foi essa mulher nova q entrou.. não pq o personagem dela num é legal e tal.. mas é q a atriz me irritou um pouco.. o jeito q ela fala.. aii sei la.. hausahshuhas
Achei q a Rita mudou mto.. alem de estar mais “produzida” (em comparação a temporada passada) , ela está mais decidida.. pq quem diria q aquela mulher fragilizada se tornaria essa mulher “forte” de agora?? Hmm.. eu não!!
Pra mim.. o final é sempre surpreendente em Dexter.. e esse não deixou a merecer.. aquele finalzinho.. com o fundo musical.. da Rita vendo o Dexter com a mulher (q nem vou subir no texto pra ver pq ela me irrita mto hsausua) foi super legal.. hsauhsuhas.. mto bom mesmo! =D
Do tipo.. - quem é aquela vagabunda q ta cheia das intimidades com o MEU namorado??!! hsauhsuahs
E o Dexter todo do tipo q nem homem fica mesmo.. “Hãn.. ? nada haver. tem malicia nisso aqui nao” .. shaushahus..
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16 de Outubro de 2007 às 10:02 am
Olá Pedro, obrigado pela visita ao Dude
Acho que você fez uma leitura muito correta do episódio e ainda foi além ao imaginar como poderá ser a dinâmica da série se Debra de fato descobrir que Dexter e Bay Harbor Butcher são a mesma pessoa. Eu não tinha pensado nessa possibilidade e acho absolutamente plausível. Aliás vou até torcer para que a série use esse argumento.
Ótimo texto!
Abraço!
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16 de Outubro de 2007 às 6:47 pm
Ótima idéia para o resto do roteiro a sua, Pedro. Belo texto.
Bom, agora minha avaliação do episódio: foi o melhor da segunda temporada até agora, bem dinâmico, embora num ritmo lento. Parece que Dex vai ter alguns problemas com Rita depois do que ela viu, hehe. Pelo menos ele já se livrou de Doakes, que era uma pedra na sapato muito irritante. Só falta lidar com a situação com Rita e as crianças e com o agente do FBI, que a cada episódio me cativa mais. O ponto forte do episódio foi a tal “Mentira Incoveniente” mesmo: Dexter percebeu que estava mentindo para si mesmo quando afirmava que não tinha sentimentos. Aos poucos sua simpatização com Deb, Rita e as crianças foi se transformando num sentimento de amizade, carinho. Muito interessante esse ponto.
Aguardo a próxima resenha. Abraços!
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17 de Outubro de 2007 às 5:04 pm
Dexter não mentia quando dizia que não tinha sentimentos. Como qualquer serial killer, o tipo psicótico do Dexter não consegue sentir o mesmo que uma pessoa ‘normal” consegue. Por mais que queiramos acreditar que no fundo ele é uma boa pessoa, que ama os outros e blá blá blá, isso não é verdade. Ele não se importa muito com as pessoas, apenas tem uma consideração pelos mais próximos. Um certo senso de proximidade. Talvez os produtores queiram humanizar o personagem, para que possamos nos identificar com ele, afinal, a grande maioria dos psicopatas é dotada de muito charme e simpatia. Mas essa não é a realidade. Não há nada de empatia no Dexter. Ele não consegue se relacionar com o sofrimento de outra pessoa, simplesmente por não “sofrer”.
Acho interessante como o personagem é construído. Só espero que a humanização do personagem não o torne apenas mais um…
Quanto a Lyla… ela falou o que um drogado sente em relação a seu vício. Essa urgência, o desejo. E Dexter se sentiu invadido por aquilo, pois é o que ele sente em relação aos assassinatos. Foi como se ela o conhecesse, pois ela conseguia identificar aquele sentimento dentro dela mesma. Achei um episódio muito bem escrito e dirigido. Ufaa. É isso.
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17 de Outubro de 2007 às 5:08 pm
Dexter é a série perfeita!
Sem mais.
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19 de Outubro de 2007 às 12:46 am
Perfeito!! É difícil não elogiar Dexter. Os fatos da vida comum e os pensamentos em sua mente são perfeitos. Importar-se com alguém não é a mesma coisa que gostar. Será que Dexter vai chegar a esse nível?? Uma das poucas coisas inteligentes na tv - espero que dure.
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20 de Outubro de 2007 às 12:27 am
Maria é muito foda. Aquilo tudo dela sendo amiga da nova tenente é um jogo. Ela continua de olho no cargo e o papo com o agende do FBI foi para se sair bem na fita.
A cada episódio Dexter (a série) consegue nos prender mais e mais. Repare na sequencia de eventos marcantes no final do episódio: 1. Doakes saindo da cola de Dex
2. Deb começando a traçar o perfil do assissino da vez 3. Rita com ciumes.
Mais uma vez os roteiristas entram em temas que tratam da psiquê, desta vez a MENTIRA, muito frenquente em nossas vidas.
A interpretação de Michael C Hall no “desabafo” no NA foi genial. Não sei como mais o ator de superou. Fantástico. Sem dúvidas o melhor na tv de sua geração.
E a grande pergunta que fica é quem realmente é Lyla?
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22 de Outubro de 2007 às 11:22 am
Vim só deixar um “uau!” aqui pro comentário do Cordy! Concordo plenamente. E eu espero também que eles não humanizem demais o Dexter. Aliás, eu to com muito medo disso nessa temporada. Adoro o Dexter sem sentimentos, mesmo.
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