“40 crianças têm 40 dias para provar que conseguem construir um ‘mundo melhor’. À sua disposição têm Bonanza City, uma cidade fantasma no meio do deserto do Novo México. Será que esses jovens pioneiros obterão sucesso onde os adultos falharam? Sem pais ou professores para guia-los, será que eles conseguirão criar a primeira Kid Nation da história?”

Sou um grande fã de “O Senhor das Moscas” e logo me interessei por esse novo reality, que mesmo antes de sua estréia causava polêmica. Poderia alegar que os norte-americanos são conservadores demais, que gostam de reclamar antes mesmo de conhecer, mas não se pode tirar a razão dessa parte da população que ficou preocupada com este programa, afinal de contas abandonar 40 crianças com idade entre 8 e 15 anos no meio do deserto e manda-las construir uma cidade parece realmente algo cruel demais.

Felizmente, ou infelizmente ainda não sei, essa impressão de crueldade acaba assim que você começa a assistir o episódio piloto, já que a realidade desse experimento não parece muito real. Até mesmo a edição do programa denuncia a mão pesada dos diretores, já que em determinado momento uma criança aparece usando um item que teoricamente ela só ganharia no fim do episódio. Alguns pais inclusive, mesmo com o contrato de confidencialidade, deram entrevistas falando que os filhos recebiam roteiros para encenar na frente das câmeras.

Neste reality não existe eliminação, afinal de contas, não seria politicamente correto expulsar uma criança do jogo, no lugar da eliminação semanal entrou o Conselho, que é onde os Conselheiros (crianças selecionadas pela produção) se reúnem com o resto da cidade para premiar com uma estrela de ouro a criança que mais se esforçou e que mais ajudou a comunidade. No Conselho também, as crianças tem a oportunidade de abandonar o programa caso queiram, porém tanto o apresentador quanto os Conselheiros tentam fazer a criança perceber a importância de ficar no programa até o fim.

Por falar no apresentador… eu realmente não me lembro do rosto dele, acho que ele não é muito carismático e nem tem muita função no programa, já que as crianças roubam a cena em todos os momentos, a minha favorita até agora é a Sophia, a primeira ‘pedinte’ de Kid Nation. Se bem que o Mike, o líder-que-não-sabe-se-deve-liderar é bem interessante também.

Enfim, Kid Nation não é uma total perda de tempo, principalmente para os fãs da chamada reality TV, afinal de contas lá você encontrará bons personagens passando por dificuldades ‘reais’ e expondo seus sentimentos diretamente para a câmera enquanto choram pela falta que sentem dos entes queridos. OK, é verdade, nada disso é novo ou surpreendente, mas ainda assim vale a pena assistir, nem que seja para ter motivos para falar mal depois!


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2 Respostas para “Kid Nation: diversão ou crueldade?”
  1. Raphael Bonna diz:

    Sei la, tudo é muito complicado, se isso for verdade, que é todo montado, ai sim acho que vira crueldade, mas se for pra valer, acho que esta valendo, pois será uma lição de vida, para cada criança. Adorei o post. Legal ver pessoas novas aqui, espero q continue assim ;)

    [Responder]

  2. Setsu diz:

    esse reality é péssimo de qquer forma, primeiro pq ele é manipulado, e se naum fosse tb seria péssimo, pq é horrível largar um monte de crianças e obrigar elas a fazer coisas de adultos, isso vai trazer um monte de danos psicológicos pra elas!!! enfim… é isso…

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