Gisele Ramos

Quem acompanha o blog sabe que eu havia gostado do primeiro episódio de Hidden Palms. A salada de jovens bonitos e atormentados superou as minhas (baixas) espectativas. A fórmula apresentada poderia dar muito certo, mas Kevin Williamson resolveu apelar para um recurso muito frequente nas séries atualmente: o sobrenatural. Não precisava.

O segundo episódio começou bem. O clima entre Greta e Johnny esquentou a ponto da gente torcer para que o beijo rolasse logo. O alcoolismo de Johnny foi bastante explorado (hey, alguém se cura do vício em tão pouco tempo?) e descobrimos que Nikki foi sua colega na clínica de reabilitação. Mundo pequeno, hã? O nosso traumatizado herói descobriu que o rapaz que morava na sua casa cometeu suicídio, tal qual seu pai. Mundo pequeno, hã? E alguém tem dúvidas que o garoto se matou porque descobriu que sua namorada e seu melhor amigo tinham um caso? Eu não.

Pois tudo ia muito bem: o padrasto do protagonista é um sacana, um belo triângulo (ou quadrado?) amoroso se desenvolve e o garçom/ drag queen (o melhor personagem da série) se tornou padrinho de AA de Johnny. Até que, na cena final, estragaram tudo. Na frente do computador, o rapaz se comunica com Eddie, o falecido. Precisava disso? Por que inserir um mistério digno de Lost em uma série adolescente? Descobriremos nos próximos capítulos.


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