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Gisele Ramos

(contém spoilers, obviamente)

Desta vez, House saiu um pouco da fórmula que o consagrou e foi muito bem sucedido. Pela primeira vez (que eu me lembre), a genialidade do médico mais amado da televisão não conseguiu salvar a paciente. Aliás, o episódio é muito mais centrado em Foreman do que em qualquer outro personagem. O passado do neurocirurgião vem assombrá-lo de duas formas: através de seus pais que aparecem sem aviso para visitá-lo e através da paciente da semana, uma mulher pobre que não tem perspectivas na vida e ganha o sustento através de golpes e seguro desemprego. Quando ela dá entrada no hospital, ele vê nela um pouco de tudo que ele despreza e que fez parte do seu passado: ele lembra da sua época de roubos e delinquência juvenil. E pensa que se ele conseguiu vencer o círculo da pobreza e se tornar um médico, qualquer um pode também. Mas as coisas não são assim. Quando ele a condena à morte, a culpa o atormenta. Ele fica ao lado da cama esperando o momento inevitável e abre seu coração. Confessa que sempre se esforça para ser o melhor, para que os outros não percebam que ele na verdade não pertence àquele lugar. Revelador.

Enquanto isso, a tensão sexual entre Cameron e Chase só cresce. Aliás, o loirinho está a cada dia mais tolerante e bonzinho. É o amor? Falando nisso, House está cada vez mais empenhado em impedir um possível romance entre Cuddy e Wilson. Espero que essa história acabe logo, pois já está chateando. E torço que Greg e administradora tenham “alguma coisa” antes do final da temporada, embora esteja ligeiramente desconfiada que seu verdadeiro interesse amoroso seja Wilson.

 


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